Acordo entre Governo e 'troika' prevê metas suavizadas para redução do défice

04 Mai 2011 / 08:50 H.

Portugal vai atingir um défice de 3% em 2013, sem ferir o compromisso com Bruxelas e de forma mais suave do que inicialmente previsto pelo PEC chumbado no Parlamento, refere o acordo entre Governo e 'troika'.

Segundo o memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika', a que a Lusa teve acesso, o novo compromisso de Portugal é que atinja um défice de 5,9% em 2011 (contra os 4,6% anteriores), 4,5% em 2012 (contra os 3% previstos no chamado PEC IV) e os 3% em 2013, quando a meta anterior era de 2%.

O memorando indica que estas metas "irão estabilizar a dívida pública por volta de 2013", acrescentando que tal "reflecte um apropriado equilíbrio entre o que as acções necessárias para restaurar a confiança dos mercados e assegurar que este ajustamento não prejudique excessivamente o desenvolvimento da economia e do emprego".

O acordo entre o Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o Governo indica altera também as previsões de crescimento da economia portuguesa: Portugal passará por dois anos seguidos de recessão, com uma contracção de 2% já em 2011 e o mesmo valor em 2012, prevendo-se que "a economia comece a recuperar a partir de 2013".

Na terça-feira, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou na sua comunicação ao país que Portugal conseguiu um "bom acordo", sendo que fonte oficial disse à Lusa que o empréstimo da 'troika' será de 78 mil milhões de euros durante três anos, incluindo a recapitalização da banca, caso seja necessária.

Os representantes da 'troika' vão reunir-se hoje com PSD e CDS-PP.
 

Lusa

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