Madeira quer retirar burocracias da avaliação de professores

Ronda negocial sobre Estatuto da Carreira Docente recomeça quarta-feira

21 Mar 2011 / 13:27 H.

O secretário regional da Educação assegurou hoje que o processo de avaliação de professores será, na Região, menos burocrático do que no espaço nacional. Francisco Fernandes falava aos jornalistas à margem de um seminário promovido pelo Sindicato Democrático dos Professores da Madeira (SDPM) e pela Federação Nacional da Educação (FNE) sob o lema "Educação, uma realidade em mudança -As alterações curriculares e as novas profissões na Educação".
Concluído o processo da avalaiação transitória de professores, o próximo passo é assentar sobre os critérios da avaliação definitiva. "Queremos retirar, na medida do possível, tudo aquilo que tem sido a razão de crítica nacional que é o execesso de burocracia, de papéis, de impressos", disse.
Na próxima quarta-feira, começa uma nova ronda negocial entre o Governo Regional e os sete sindicatos para adaptação do Estatuto da Carreira Docente (ECD) à Região, incluindo a avaliação de professores. Para Francisco Fernandes, a proposta do Executivo regional não tem grandes pontos de discórdia e só não vai mais longe por motivos de mobilidade nacional de professores.
"Os professores sabem que a existência de uma carreira única em termos nacionais deixa pouco margem de alteração", disse.
Ainda não há prazo para a conclusão do processo negocial mas Francisco Fernandes admite que não se alongue.
A 2 de Abril há uma manifestção nacional de professores e Francisco Fernandes asegurou que não há razões para que os docentes insulares se associem a esse "descontentamento".
"O que tem vindo a ser feito na Região tem assentado sempre numa perpectiva de diálogo com as organizxações sindicais", justifcou. E aguarda que esse clima de "trabalho e de diálogo" prevaleça em atenção pelos alunos e pelas famílias.

Por seu turno, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva congratulou-se com o facto de haver "diálogo e negociação", na Região, ao contrário da posição intransigente do Ministério da Educação (ME).
No continente "há um modelo de avaliação de desempenho em que os professores se afogam em papéis inúteis, que não trazem nada de positivo para a melhoria da sua qualidade de relação com os alunos", disse.
Para Dias da Silva, a avaliação implementada pelo ME transforma os professores em "apontadores de obra". Perde-se em papéis e afasta-se do "essencial" que é o trabalho com os alunos. Espera que, este ano, na alteração do actual modelo de avaliação de desempenho que entrará em vigor a 1 de Setembro, o ME seja mais sensível às propostas dos professores.
Dias da Silva criticou ainda o ME por, este ano, não abrir o concurso extraordinário para recolocação de professores. Uma promessa feita no ano passado que não irá acontecer, comprometendo a vinculação de mais professores aos quadros das escolas.