Jardim garante que apoio ao ensino privado mantém-se na Madeira

O presidente do Governo Regional fez as contas e conclui que a proposta socialista custaria 1,2 mil milhões de euros

31 Jan 2011 / 15:02 H.

Alberto João Jardim garantiu que a política de apoios ao ensino privado na Madeira é para continuar nos termos actuais.

“Podem falar disso até ao fim dos seus dias, enquanto eu for governo é assim, ponto final”, declarou aos jornalistas esta segunda-feira, à margem do almoço para o qual foi convidado pela direcção da Escola Salesiana de Artes e Ofícios, que celebra hoje o Dia de São João Bosco.

O presidente do Governo Regional escolheu a escola onde foi docente para “marcar uma posição contrária” à política do Governo de José Sócrates e à proposta do PS-M.

Jardim lembrou os princípios consagrados na Constituição da República e a Lei de Bases de Educação para concluir que “tudo o que está a ser feito é inconstitucional e ilegal”.

Pior serão as consequências dos cortes no financiamento às escolas privadas. O chefe do Executivo madeirense vaticina danos nas finanças públicas do país: mais custos na adaptação dos estabelecimentos públicos, turmas maiores, maior comparticipação das famílias nos custos escolares e o encerramento de estabelecimentos de sucesso.

A rede escolar da Região Autónoma da Madeira compreende um total de 229 estabelecimentos, das quais 32,8% (75) são privadas. No ensino privado e cooperativo estão matriculados 11.857 alunos (21,3% do total) e emprega 912 professores e 844 funcionários.

“Ora vamos a ver o que se sucederia se fôssemos atrás das políticas socialistas na Madeira”, observa. “A prazo tínhamos o encerramento ou falência de 75 estabelecimentos de ensino, porque sem o apoio da Região não seriam viáveis”, previu.

“Feitas as constas, para aplicar esta política socialista na Madeira seriam necessários 1.200 milhões de euros que é uma enorme irresponsabilidade para o PS”.
 

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