António Feio morreu "cedo demais"

30 Jul 2010 / 09:29 H.

Nuno Artur Silva, autor de vários textos interpretados por António Feio, afirmou hoje que a morte do actor aconteceu "cedo demais" e lembrou o "grande sentido de humor" e a "grande simplicidade" do intérprete.
"O António foi cedo demais", afirmou à Lusa o também responsável pela empresa Produções Fictícias, destacando que o actor "era um tipo muito ativo e pôs tantas gente a fazer coisas tão boas, que tenho imensa pena".
O actor e encenador António Feio morreu na quinta-feira à noite, aos 55 anos, vítima de cancro no pâncreas, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado desde terça-feira.
Para Nuno Artur Silva, é "injusto" que "lhe tenha sido tirada a possibilidade de fazer o que ele fazia tão bem, que era, sobretudo, dirigir pessoas, encenar peças e entrar nelas e fazer isto tudo com um grande sentido de humor com grande simplicidade, sem complicar".
Nuno Artur Silva destacou ainda a capacidade de António Feio de pôr "permanentemente as coisas em perspectiva, tirando-lhes a importância e o peso que elas na maior parte dos casos não tinham, nunca tinham".
Recordou ainda que a sua estreia em televisão aconteceu com o "melhor trio do Mundo", os actores António Feio, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme, num programa de Joaquim Letria, em finais dos anos 1990.
"Fiz com o António aquilo que é uma das coisas que mais gosto de ter feito, que é 'O que diz Molero', por isto, e por muito mais coisas, hoje é um dia particularmente triste", acrescentou.

Lusa