Fernando Ulrich 'surpreendido' com notícias de alegadas ameaças da Sonangol

Banco de Fomento Angola alvo de negociações com a Sonangol

20 Jul 2008 / 13:37 H.

    O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse à Agência Lusa, em Luanda, ter ficado surpreendido com as notícias que em Portugal deram conta de alegadas ameaças da petrolífera angolana, Sonangol, sobre o seu banco em Angola, o BFA.
    O BFA(Banco de Fomento Angola), o maior banco angolano, detido a 100 por cento pelo BPI, está a ser alvo de negociações com a Sonangol, que vai comprar 49,9 por cento do capital.
    Se a parcela de 49,9 por cento é um dado adquirido tanto pelo comprador, Sonangol, através do seu presidente, Manuel Vicente, como pelo vendedor, o BPI, através de Fernando Ulrich, o preço parece ser um dos 'pormenores' que ainda não foi encaixado pelas duas partes.
    No meio desta indefinição, Fernando Ulrich tem um objectivo consolidado: fazer crescer o BFA a uma dimensão superior à que o BPI tem em Portugal, meta que foi estabelecida há três anos, quando o actual presidente do BFA, Emídio Pinheiro, assumiu as rédeas do banco angolano.
    Esta afirmação, prestada à Agência Lusa durante a festa de comemoração dos 15 anos do BFA em Angola, surge depois de a imprensa portuguesa ter retomado, nas últimas semanas, a questão das recorrentes alegadas ameaças da petrolífera angolana, Sonangol, em 'punir' este banco com fecho de contas se o BPI não vender 49,9 por cento do BFA a preços mais amigos, alegadamente correspondentes à data em que as negociações tiveram início, na década de 1990.
    Sobre este assunto, Fernando Ulrich, que se deslocou a Luanda para participar na festa do BFA, que decorreu na noite de sábado e com a Fortaleza de São Miguel, em Luanda, como cenário, admitiu à Lusa ter ficado 'surpreendido' porque essas negociações estão a decorrer desde há muito tempo 'num sentido convergente'.
    Ulrich surpreendeu-se com o eventual descontentamento da Sonangol com as negociações patenteado pela notícia do Diário Económico porque, adiantou à Lusa, tanto a Sonangol como o BPI têm em curso um trabalho aturado para concluir este negócio num sentido 'convergente'.Lusa

    Outras Notícias