Frederico Gil e Francisca Jorge sagram-se campeões nacionais absolutos de ténis

22 Set 2019 / 16:32 H.

Na final da primeira edição do Campeonato Nacional Absoluto / Taça Guilherme Pinto Basto disputada na Quinta Magnólia, no Funchal, o tenista Frederico Gil, sagrou-se campeão nacional absoluto e Francisca Jorge, em femininos, venceu o terceiro título nacional consecutivo numa prova organizada pela Federação Portuguesa de Ténis e pela Associação de Ténis da Madeira.

No torneio de 19.280 euros em prémios monetários, Francisca Jorge revalidou o título conquistado nos últimos dois anos e Frederico Gil fez o que já não fazia há uma dúzia de épocas – sagrar-se campeão nacional absoluto.

Numa histórica final entre irmãs, Francisca Jorge, de 19 anos e primeira cabeça-de-série, confirmou todo o favoritismo para derrotar Matilde Jorge, de 15 e quarta candidata ao título, por 6-3 e 6-0.

No duelo das decisões, a mais velha das jovens vimaranenses foi superior em tudo: desde o controlo dos nervos naturais de uma final, às emoções implicadas pelo duelo familiar e às opções táticas, conseguindo variar bem o jogo e apresentar a consistência do fundo do court que faz dela a atual n.º1 portuguesa (e 524.ª no ranking WTA).

“É muito bom ser tricampeã nacional porque esta é a prova rainha [do ténis português]. É um estatuto muito positivo e não podia estar mais satisfeita”, celebrou a grande figura do ténis feminino português da actualidade, depois de conquistar mais um troféu. “Três campeonatos já são ‘qualquer coisa’ e quero continuar a trabalhar para lutar por muitos mais”, prometeu.

Praticamente em simultâneo, também Frederico Gil deu passos acertados em direcção ao título. A disputar a final de singulares do Campeonato Nacional pela sexta vez, o finalista do Estoril Open de 2010 derrotou Francisco Cabral por 6-3 e 6-3 para ficar com o título pela quarta vez, primeira desde o já longínquo ano de 2007.

A atravessar um bom momento de forma, que o faz projectar-se a voos conhecidos (como a reentrada nos 300 primeiros do ranking e, numa segunda fase, o top 200 e o top 100) mas também desconhecidos — porque continua a ter o objetivo de se estrear entre os 50 primeiros da tabela —, o tenista de Sintra voltou a ser feliz de tal forma que quase ganhou o estatuto de madeirense, uma vez que agora passam a ser dele os únicos dois títulos discutidos fora de Portugal Continental.

Este, conquistado na Quinta Magnólia, junta-se ao que em 2004 tinha ganho em Porto Santo. Pelo meio venceu também em 2006 e 2007.

Ao ganhar quatro títulos de campeão nacional, Fred Gil junta-se a nomes históricos do ténis nacional como Rui Machado, Emanuel Couto, Nuno Marques, Pedro Cordeiro e Eduardo Ricciardi.