Fisco espanhol devolve 2,1 milhões a Ronaldo

A dívida do craque madeirense, por alegada evasão fiscal, baixou para 16,7 milhões de euros

10 Ago 2018 / 17:12 H.

O montante de 18,8 milhões de euros reclamado pela administração fiscal espanhola a Cristiano Ronaldo, por alegada evasão fiscal, baixou para 16,7 milhões de euros, com a devolução de 2,1 milhões cobrados indevidamente, revela hoje o jornal El Mundo.

O acordo estabelecido em junho entre Ronaldo e as autoridades fiscais espanholas previa o pagamento de 18,8 milhões de euros para colocar termo à acusação de evasão fiscal, mas, de acordo com o jornal espanhol, a soma foi reduzida para 16,7 milhões.

A administração concluiu que Ronaldo, que tinha avançado com 13,4 milhões de euros para tentar evitar o processo fiscal, não tem que pagar 2.094.200 euros de IVA, que já tinha liquidado voluntariamente, com a concessão dos seus direitos de imagem, dado a transacção não estar sujeita à lei espanhola.

De acordo com a Agência Tributária, Ronaldo cedeu em dezembro de 2014 a exploração dos seus direitos de imagem às empresas Arnel Services, SA e Adifore Finance, LTD, localizadas nas Ilhas Virgens Britânicas e propriedade, através da empresa Mint Media, do empresário Peter Lim, proprietário de Valência.

Tendo em conta que esta transacção não estava sujeita à lei espanhola e que Ronaldo fez uma declaração complementar em janeiro de 2017, referente ao ano de 2014, e pagou o IVA da referida transacção, o Tesouro espanhol procedeu à sua devolução.

Ainda de acordo com o jornal, Ronaldo foi condenado a dois anos de prisão que não terá que cumprir, já que as penas até dois anos não são geralmente aplicadas, tendo a sentença sido comutada numa multa pecuniária de 350 mil euros.