Apenas cinco trabalhadores da FIAT aderiram à greve contra Ronaldo

O número representa 0,3% dos 1.700 trabalhadores

19 Jul 2018 / 10:41 H.

Logo após o anúncio de Cristiano Ronaldo como reforço da Juventus, os trabalhadores da FIAT, que são empregados pela família Agnelli, também ela detentora do emblema de Turim, convocaram uma greve num claro protesto contra os 100 milhões de euros despendidos na contratação do ‘astro’ madeirense, bem como o salário anual de 30 milhões de euros limpos que CR7 irá auferir, em Itália.

“Dizem-nos que os tempos são difíceis, que temos de recorrer a redes de segurança social, que temos de esperar pelo lançamento de novos modelos que nunca chegam... E enquanto trabalhadores e as suas famílias têm de apertar os cintos cada vez mais, a empresa decide investir imenso dinheiro apenas num ser humano”, podia ler-se no comunicado emitido por uma união sindical de Turim.

E foi esse mesmo sindicato que convocou uma greve entre os dias 15 e 17 de Julho, que acabou por fracassar. É que apenas cinco trabalhadores aderiram ao protesto. De resto, esse número representa apenas 0,3% dos 1.700 trabalhadores do primeiro turno da unidade de produção de Melfi, onde são fabricados o Fiat 500x, Fiat Punto e Jeep Renegade.

“As acções de protesto promovidas nos dias recentes acerca do futebol foram um fracasso retumbante”, disse um porta-voz do Grupo FCA.