Cocaína viajou para a Madeira embrulhada em sacos de batata frita e dissimulada em tigelas

Veja o vídeo e as fotos das 200 mil doses de cocaína de elevado grau de pureza que representam uma quantidade entre 15 a 20 quilos

25 Mar 2019 / 15:44 H.

A cocaína apreendida pela PJ no domingo a 12 indivíduos suspeitos estava embrulhada em sacos de batata frita e dissimulada em tigelas que foram transportadas em mochilas e sacos no navio MSC Opera para o Funchal a partir das Caraíbas.

Recorde-se que a Polícia Judiciária deteve 12 pessoas, parte dos quais passageiros que viajaram para o Funchal a bordo do MSC Opera, na posse de cerca de 200 mil doses individuais de cocaína.

Tratando-se de estupefaciente com elevado grau de pureza, as 200 mil doses de cocaína não representam uma quantidade aproximada de 100 quilos conforme avançámos inicialmente, mas sim 15 a 20 quilos de estupefaciente, confirmou a PJ. Droga essa que seria posteriormente distribuída por ‘mulas’ e levado por via aérea para vários pontos da Europa.

Além da droga, a PJ apreendeu também telemóveis e dinheiro, conforme o DIÁRIO noticiou na edição impressa. Várias notas do Banco Central Europeu e também libras.

O Departamento de Investigação Criminal do Funchal, com o apoio da Polícia de Segurança Pública do Comando Regional da Madeira, desencadeou no dia de ontem, a Operação Poseidon, no âmbito do combate ao tráfico internacional de estupefacientes, informou a PJ em comunicado de imprensa.

Nesta acção foram identificadas e detidas doze pessoas, 6 homens e 6 mulheres, de várias nacionalidades e idades compreendidas entre 20 e os 52 anos.

“Esta operação foi desencadeada no desenvolvimento de investigação recente, no domínio do combate ao tráfico de estupefacientes, de cariz internacional”, explicita a PJ.

As detenções foram concretizadas em diversos momentos e locais, na cidade do Funchal, na sequência de diligências que permitiram localizar os indivíduos e apreender cocaína - conforme avançou o DIÁRIO na edição impressa - em elevado grau de pureza e quantidade susceptível de corresponder a cerca de 200.000 doses individuais.

Parte dos suspeitos viajava em navio de cruzeiro da companhia MSC, com origem nas Caraíbas, com o objectivo de desembarcar a droga na Madeira.

Os restantes indivíduos encontravam-se alojados no Funchal, preparados para seguir, por via aérea, para vários destinos do continente europeu, informou a PJ.

“Saliente-se que a empresa de cruzeiros, contactada pela Polícia Judiciária, prestou colaboração relevante e facilitou o desenvolvimento operacional da investigação”, sublinha aquele órgão de polícia criminal.