A história do pescador que se aleijou e não embarcou no ‘Sete Mares’

A primeira vez que Fortunato foi para o mar o barco afundou e na segunda incendiou-se. “Esta ia ser a terceira”, assume

17 Ago 2019 / 17:53 H.

Fortunato magoou-se num pé, na altura em que o atuneiro ‘Sete Mares’ ia sair do Caniçal, e por isso viu-se forçado em ficar por terra. Em declarações à CMTV, este pescador natural da vila piscatória adiantou que a embarcação costuma “ficar entre três a quatro dias” em alto mar.

“A última vez que falei com o mestre foi na terça-feira, a perguntar se estava tudo bem com o meu pé. A partir daí nunca mais soube deles”, mencionou Fortunato, frisando que “o barco era seguro, apesar de ser pequeno”, acrescentando mesmo que “ele quase nem se mexia” com a ondulação.

Questionado sobre o que poderá ter acontecido, o pescador assumiu não saber, mas lançou para o ar a hipótese do ‘Sete Mares’ poder ter virado. “Estou sempre preparado para voltar à pesca, porque esta é a nossa vida. Na primeira vez que fui para o mar, o barco foi para o fundo. E na segunda vez o barco ardeu. Se eu fosse agora para o mar ia ser a terceira”, referiu.

Ainda de acordo com Fortunato, o mestre do ‘Sete Mares’ é “experiente”, um profissional com quem já trabalha “há 20 e tal anos”. O pescador anunciou ainda que seis pessoas que seguiam no atuneiro são do Caniçal, três delas irmãos, e uma outra de Machico.

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