ÓSCARES 2019: Descobre com a FNAC os livros que inspiraram os filmes nomeados

Nos nomeados da 91.ª edição dos Óscares não faltam filmes baseados em grandes livros à venda na FNAC

20 Fev 2019 / 10:00 H.

Black Panther: The Ultimate Guide

Foi em 1966 que Stan Lee e Jack Kirby apresentaram ao mundo o primeiro super-herói africano da banda desenhada mainstream. Mais de meio século depois, com a chegada ao cinema, Black Panther assumiu-se finalmente um dos colossos da Marvel Comics. Black Panther, o filme, bateu recordes e alcançou mais de 1,3 mil milhões de dólares nas bilheteiras. Continuou a surpreender ao ser nomeado, já este ano, para sete Óscares: melhor filme, banda sonora, canção original, guarda-roupa, direção de arte, edição de som e mistura de som.

Black Klansman

Ron Stallworth

Há cinco anos, Ron Stallworth, um antigo polícia afro-americano, publicou um livro onde detalhava a sua bizarra experiência enquanto infiltrado no Ku Klux Klan, no final da década de 1970. A história acabou por chegar às mãos de Jordan Peele – o mesmo do filme Get Out e da dupla Key & Peele – que, maravilhado, pediu a Spike Lee para a transpor para o cinema. BlacKkKlansman, o filme inspirado no livro, está nomeado para seis Óscares: melhor filme, realizador (Spike Lee), ator secundário (Adam Driver), argumento adaptado, banda sonora e montagem.

O Primeiro Homem

James R. Hansen

Depois de Whiplash e La La Land, Damien Chazelle decidiu adaptar ao grande ecrã a biografia oficial de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua, escrita por James R. Hansen. O filme, encabeçado por Ryan Gosling e contando ainda com Claire Foy e Jason Clarke no elenco, falhou com alguma surpresa as principais categorias dos Óscares mas encontra-se ainda assim nomeado em quatro categorias: direção de arte, edição de som, mistura de som e melhores efeitos visuais.

O Regresso de Mary Poppins

P. L. Travers

A autora P. L. Travers teve as suas dúvidas quanto à qualidade da adaptação do seu livro para o grande ecrã, mas Mary Poppins, o filme original, acabou por conquistar cinco das 13 nomeações com que foi brindado nos Óscares de 1965. Por sua vez, a sequela há muito aguardada da história, com Emily Blunt no papel da mágica ama, está nomeada este ano para uns mais modestos – mas igualmente dignos de aplauso – quatro Óscares nas categorias de banda sonora, canção original, direção de arte e guarda-roupa.

Se Esta Rua Falasse

James Baldwin

A adaptação desta história de amor passada no bairro de Harlem no início dos anos 70 era uma das favoritas para a edição deste ano dos Óscares. Acabou, no entanto, por ser nomeado para “apenas” três categorias – atriz secundária (Regina King), banda sonora e argumento adaptado (Barry Jenkins). Naturalmente, isto em nada menoriza a bela história que James Baldwin imaginou e que Joyce Carol Oates descreveu um dia como “emotiva e dolorosa”.

The Ballad of Buster Scruggs

Joel Coen e Ethan Coen

Este livro não é um livro convencional. A sua adaptação aos ecrãs da Netflix também não é uma adaptação convencional. E os culpados são os irmãos Coen. Joel e Ethan decidiram transformar um livro de seis contos, todos passados no Velho Oeste, num filme. Mas os contos são de vários autores, desde logo dos próprios Coen, mas também “All Gold Canyon”, de Jack London, e “The Girl Who Got Rattled”, de Stewart Edward White. O filme está nomeado para três Óscares: argumento adaptado, guarda-roupa e canção original.

Can You Ever Forgive Me?

Lee Israel

Lee Israel escrevia livros. Lee Israel escrevia para revistas. Mas quando a sua estrela começou a extinguir-se e o dinheiro a escassear, trocou a escrita legítima pela falcatrua e começou a forjar cartas, fazendo-se passar por centenas de outros autores. A confissão do(s) seu(s) crime(s) encontra-se neste livro, publicado pela própria em 2008 e agora adaptado ao grande ecrã com Melissa McCarthy a encarná-la. O filme está nomeado para três Óscares: atriz principal (Melissa McCarthy), ator secundário (Richard E. Grant) e argumento adaptado.

Maria: Rainha dos Escoceses

John Guy

Maria Stuart, rainha de Escócia entre 1542 e 1567, viu-se forçada a abdicar do seu trono e procurou a proteção da sua prima Isabel, rainha de Inglaterra. Mas rapidamente se viu envolvida numa rebelião que tinha o objetivo de depor Isabel e dar-lhe o trono inglês. A história, contada nesta biografia de John Guy, foi adaptada ao cinema com Saoirse Ronan e Margot Robbie nos principais papéis. O filme está nomeado para os Óscares de melhor guarda-roupa e de melhor maquilhagem e penteados.

The Infinity Gauntlet

Se Black Panther mereceu uma ovação em pé por parte da Academia, Vingadores: Guerra do Infinito levou pelo menos um aplauso, materializado através de uma nomeação para o Óscar de melhores efeitos visuais na cerimónia deste ano. A história de como Thanos se apoderou das seis Joias do Infinito para se tornar o ser mais poderoso de todo o universo deu que falar quando foi publicado em 1991, sob a forma de banda desenhada, e ultrapassou os dois mil milhões de dólares em bilheteira quando estreou nos cinemas de todo o mundo em 2018.

A Mulher

Meg Wolitzer

Originalmente publicado em 2003, este foi o romance que pôs Meg Wolitzer no mapa, a história de uma mulher que decide deixar o marido quando se encontra com ele a caminho de Helsínquia, quando este está prestes a receber um grande prémio literário. Realizada por Björn Runge, a adaptação desta história ao cinema é encabeçada por Glenn Close, nomeada – e uma das principais favoritas – ao Óscar de melhor atriz deste ano.

Ready Player One

Ernest Cline

É um livro de culto, imperdível para todos aqueles que gostam de videojogos clássicos, ficção científica, cultura pop... e da década de 1980 no seu todo. Publicado em 2011, chegou ao cinema sete anos depois pelas mãos de outro ícone dos anos 80: Steven Spielberg. Com mais de 580 milhões de dólares arrecadados nas bilheteiras, tem mais uma distinção que já pode juntar aos seus créditos: uma nomeação para o Óscar de melhores efeitos visuais.

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