Encontrada uma das mulheres que matou a fome a Ronaldo

Numa entrevista à ITV, o craque disse que gostava de encontrar as funcionárias do McDonald’s que lhe davam comida aos 12 anos e convidá-las para jantar

19 Set 2019 / 15:48 H.

Quando veio da Madeira para Lisboa para jogar nas camadas jovens do Sporting, Cristiano Ronaldo viveu com outros rapazes num lar. Numa entrevista que concedeu à ITV, o craque recordou os tempos difíceis, longe da família e sem recursos.

Referiu-se particularmente a um episódio -- quando ia ao McDonald’s algumas empregadas cediam-lhe a ele e aos colegas alguns hambúrgueres quando a fome apertava -- e manifestou a sua vontade de encontrar as funcionárias que lhe estenderam a mão e convidá-las para jantar. Uma delas já reagiu ao convite.

“Ainda estou a achar graça. Já tinha contado ao meu filho, que achava que era mentira, porque a mãe dele nunca na vida poderia ter dado um hambúrguer ao Cristiano Ronaldo. O meu marido já sabia, foi algumas vezes buscar-me lá á noite e também viu. É engraçado que se volte atrás no tempo... Mostra a humildade dele”, disse Paula Leça à rádio Renascença.

A mulher, que actualmente tem outra profissão, revelou ainda que Ronaldo era o mais tímido dos meninos que iam pedir comida.

“Apareciam à frente do quiosque, como quem não quer a coisa, e quando havia hambúrgueres a mais a nossa gerente dava-nos autorização para cedê-los. Um deles era o Cristiano Ronaldo, que por acaso era o mais tímido. Era assim que acontecia quase todas as noites da semana. Ronaldo tímido? Sim, na altura. Ele não era sempre o que pedia, ficava até para trás”, afirmou.

“Só falta o jantar? Se chegar chegou. Pelo menos as pessoas sabem que isto não era uma invenção. Se vier o convite, lá estarei com certeza. A primeira coisa será agradecer e, no jantar, teremos tempo para recordar esse tempo”, concluiu.

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