Empreendedorismo social nas empresas

O empreendedorismo é essencial para a geração de riquezas dentro de uma empresa, família, um país, promovendo o crescimento económico e melhorando as condições de vida da população.

13 Jul 2019 / 16:00 H.

O papel do empreendedor

Hoje, pretendo falar sobre a importância do empreendedorismo social nas empresas e fundamentalmente sobre as pessoas que a habitam e na liderança dos negócios que os empreendedores devem ter no alcance do sucesso empresaial.

Ora, o que é o Empreendedorismo?

Um dos conceitos refere-se ao estudo virado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas com a criação de um projecto seja técnico, científico, empresarial. Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar.

Por conseguinte, o empreendedor é aquela pessoa que apresenta determinadas habilidades e competências para criar, abrir e gerir um negócio, gerando resultados positivos.

Há determinadas características importantes nesta definição: criatividade, capacidade de organização e planeamento, responsabilidade, capacidade de liderança, habilidade para trabalhar em equipa, gosto pela área em que actua, visão de futuro e coragem para assumir riscos, interesse em buscar novas informações, soluções e inovações para o seu negócio, persistência: não desistir nas primeiras dificuldades encontradas, saber ouvir as pessoas, facilidade de comunicação e expressão.

Estas são, talvez as principais valências que um bom empreendedor deve possuir quando gere negócios e recursos humanos. Admito, que um ser humano possa já trazer no seu ADN certas características, mas fundamentalmente são aprendidas nas escolas, universidades, em formações, e no dia-a-dia, quando se tem capacidade para aprender e mudar paradigmas educacionais.

O empreendedorismo é essencial para a geração de riquezas dentro de uma empresa, família, um país, promovendo o crescimento económico e melhorando as condições de vida da população. É também um factor importantíssimo na geração de trabalhos na sociedade.

O empreendedorismo não diz respeito apenas aos profissionais que possuem o próprio negócio. Diria que também está presente dentro das empresas e tem um papel fundamental na conquista de grandes e efetivos resultados.

Também conhecido como empreendedorismo corporativo, o empreendedorismo nas organizações nada mais é do que o acto de empreender dentro do meio corporativo. Neste caso, o empreendedor pode ser qualquer profissional atuante na organização, seja um colaborador, líder, gestor ou mesmo um executivo.

Este é um diferencial competitivo importantíssimo para as empresas. Isso porque, a partir do profissional empreendedor, é possível descobrir maneiras inovadoras de oferecer produtos e serviços de forma a se destacar no mercado e, ainda, buscar novas oportunidades de negócios rentáveis e lucrativos.

Além disso, ele tem uma visão ampla e estratégica da empresa de forma a enxergar pontos fortes que precisam ser melhorados e oportunidades de crescimento e inovação.

Apresento neste artigo, algumas características do empreendedor necessárias ao desenvolvimento dos negocios e das relações:

Proatividade - este profissional tende a se antecipar e tem a iniciativa de sempre fazer suas atividades antes de ser solicitado;

Assume riscos – o empreendedor é um profissional destemido e se coloca em situações de desafios e grandes riscos;

Criativo e eficiente – o empreendedor é criativo por natureza e está sempre procurando novas formas de produzir melhor, mais rápida e de forma mais lucrativa. Nunca se satisfaz e está sempre em busca do novo;

Amor pelo que faz – o empreendedor tem paixão pelo que faz e não mede esforços para doar o seu melhor em busca de bons resultados e conquistas;

Foco e comprometimento - o empreendedor está sempre em busca de obter sucesso em seus trabalhos e manter seus clientes efectivamente satisfeitos.

Estando perante excelentes empreendedores, o empreendedorismo social cria lucros e desenvolvimento ao mesmo tempo que oferece produtos e serviços para qualidade de vida da população.

As empresas sociais, diferentes das ONGs ou de empresas comuns, utilizam mecanismos de mercado para, por meio da sua actividade principal, buscar soluções para os problemas sociais.

Os negócios sociais integram a lógica dos diferentes setores económicos e oferecem produtos e serviços de qualidade à população excluída do mercado tradicional, ajudando a combater a pobreza e a diminuir a desigualdade.

Inclusão social, geração de rendimento e qualidade de vida são os objetivos principais dos negócios sociais, que também são economicamente rentáveis.

Este tipo de negócio com impacto social tem proliferado por todo o país, por uma geração de empreendedores que norteiam a sua estratégia em valores sustentáveis.Diversas instituições têm colaborado para o desenvolvimento do conceito e fomento deste novo modelo de negócio.

A organização internacional Artemisia, a Ashoka - pioneira no campo da inovação social - e a Fundação Schwab, responsável pelo prémio Empreendedor Social no Brasil, são alguns dos órgãos que estimulam o desenvolvimento destes negócios.

Um exemplo de negócio transformador e de impacto social é a Feira Preta, a maior feira de cultura negra da América Latina. Por meio de ações, feira de negócios e eventos culturais, a organização busca fomentar o empreendedorismo étnico e fortalecer a cultura negra no país. Em 10 edições, a feira já reuniu 400 artistas, 500 expositores e mais de R$ 2 milhões de circulação monetária e 40 mil visitantes.

Segundo Adriana Barbosa, empreendedora à frente do negócio, muito mais do que um evento cultural, a feira é resultado de um conjunto de iniciativas colaborativas, coletivas e inclusivas. “É um ambiente de encontro e valorização da cultura negra que tem um enorme potencial de mercado e é importante para a economia brasileira”, afirma Barbosa.

Aqui ficam algumas dicas sobre a importância de a sociedade possuir excelentes talentos no âmbito do empreendedorismo social e a sua importância nos negócios e no mundo actual.

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