Albuquerque diz que está tudo de saúde

Presidente do Governo Regional garante que não há novidade em parecer da DGS

Lisboa /
20 Out 2016 / 02:00 H.

“Não aceito que se avance com três hospitais no continente e se esqueça a Madeira”. O desabafo é de Miguel Albuquerque que desvalorizou o parecer da Direcção-Geral de Saúde (DGS) ontem divulgado pelo DIÁRIO a propósito do novo Hospital da Madeira e que arrasa o Serviço Regional de Saúde, nomeadamente o pouco trabalho em equipa, a falta de um plano de emergência actualizado no Hospital Nélio Mendonça, a falta de escadas de emergência, entre muitas observações que levam o organismo a concluiu que o problema maior é a “gestão funcional e clínica”.

O presidente do Governo Regional revelou que nada do que disse a DGS “é novidade” e que a “maior parte dos considerandos foi rebatida pela Região”. Albuquerque, que falava ao DIÁRIO à margem de um almoço/debate onde foi convidado em Lisboa, falou em “cortinas de fumo” para tentar apagar um compromisso que é “político e não técnico”. “O Serviço Regional de Saúde está a funcionar bem, não é preciso mistificar”, assumiu. “Há algumas situações que estamos a resolver e a melhorar e que fazem parte da nova estratégia da Saúde na Região”, reconheceu. “O novo hospital não aparece por acaso e faz parte da nova estratégia”, disse, escusando-se a comentar o parecer da DGS que diz que um edifício único ajuda, mas não resolve tudo.

O governante reiterou ainda o compromisso do primeiro-ministro na Madeira sobre isso e disse ainda ter a expectativa que venha a ser introduzida uma verba no Orçamento de Estado (OE) de 2017 para que se avance com o projecto. O insular revelou também que o PSD-M vai apresentar propostas de alteração ao OE, mesmo que o PSD não o faça. Ainda que isso signifique ter os deputados da Madeira a votar sozinhos? “Não seria a primeira vez”, revelou. “Sendo uma questão consensual, penso que não vão ficar sozinhos, mas se ficarmos, só mostra que não andamos agachados, ao contrário de outros, que na posição fartam-se de reivindicar e berrar e quando estão no regalo do poder, agacham-se às imposições”, terminou, em jeito de farpa.