Jean-Marc Burfin e Vitaly Samoshko dão brilho a início de temporada

Orquestra Clássica da Madeira dá primeiro concerto amanhã

20 Set 2018 / 10:43 H.

A Associação Notas e Sinfonias Atlânticas (ANSA) dá início sábado à nova temporada da Orquestra Clássica da Madeira (OCM) com um concerto às 18 horas no Teatro Municipal Baltazar Dias. A formação madeirense mantém-se no modelo sem maestro residente, tocando nesta aberrura sob a batuta do experiente Jean-Marc Burfin. O pianista Vitaly Samoshko é o solista convidado do concerto inaugural de temporada.

O programa é composto pelo Concerto para Piano e Orquestra nº3, Ré menor, Op.30 de Sergei Rachmaninov e pela Sinfonia Nº2, Ré Maior, Op.73 de Johannes Brahms, um programa “aliciante e de grande virtuosismo”, apresenta a organização, que neste primeiro concerto do ciclo ‘Os Concertos para Piano’ vai reforçar o número de músicos em palco com alunos do Curso Profissional de Instrumentista do Conservatório – Escola Profissional das Artes Eng. Luiz Peter Clode, ao abrigo do protocolo de cooperação e no âmbito da formação pedagógica. “Com estas obras, criações maiores da composição, concerto nº3 para piano e orquestra de Rachmaninov e a 2ª sinfonia de Brahms, pelas mãos de Vitaly Samoshko e Jean-Marc Burfin, maestro que pela segunda vez comanda a nossa orquestra, abrimos uma das vertentes formais das nossas programações, que pretende trazer à Madeira artistas nacionais e internacionais com carreiras absolutamente extraordinárias”, refere o texto enviado à redacção.

Jean-Marc Burfin é francês, desde 1992 assume a Direcção Artística e Musical da Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa. O maestro é formado em piano, música de câmara, harmonia, contraponto, análise e direcção de orquestra pelos conservatórios de Nancy, Metz, Estrasburgo e Reims, tendo depois entrado no Conservatório Nacional Superior de Paris, onde obtém em 1987 o 1º Prémio de direcção de orquestra por unanimidade do júri. Vários outros se seguiriam, como o Prémio Especial da Orquestra da Rádio-Televisão de Moscovo. Neste mesmo ano, Leonard Bernstein convidou-o para dirigir a Orquestra de Paris na Salle Pleyel na primeira parte do seu concerto. Foi uma das inúmeras que dirigiu tanto no seu país de origem, como na Alemanha, Espanha, Itália, Rússia e em Portugal, entre outros.

O ensino é um os seus fortes, sendo também professor de mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa.

Vitaly Samoshko também tem coleccionado prémios, é considerado, “um dos maiores talentos no piano da actualidade”, sublinha a ANSA. Actuou em importantes salas, como o Zurich Tonhalle, o Théâtre du Châtelet em Paris, o Metropolitan Museum e o Steinway Hall em Nova Iorque, o Amsterdam Concertgebouw em Amsterdão, o Beethovenhalle em Bonn, o Salão Japonês Yokohama Minato Mirai, Okayama Symphony Hall, o Kyoto Concert Hall e o Teatro Gran Rex em Buenos Aires.

Na lista de conquistas estão prémios no 2.º Concurso F. Busoni de 1993, Concurso Internacional de Piano de Senigallia de 1996, Concurso Internacional de Piano de Montréal, A. Rubinstein Master Competition e um primeiro prémio no Concurso Internacional de Música Rainha Elisabeth da Bélgica.

Vitaly Samoshko nasceu em Kharkiv, na Ucrânia, em 1973, tendo entrado para a Escola de Música Especial de Kharkiv precocemente aos cinco anos, dadas as suas capacidades. Leonid Margarius acompanhou o seu percurso que cresceu e continua a crescer, colocando-o ao lado de grandes orquestras em palco e em gravações, assim como em colaborações com reconhecidos maestros. “No decurso desta jornada profissional extraordinária, Vitaly Samoshko tornou-se um notável solista. As suas performances têm demonstrando uma personalidade musical altamente desenvolvida, subtil e encantadora, destacando-se tanto em programas de concertos como em gravações”, acrescenta a ANSA.

Os bilhetes para este concerto estão à venda no Teatro. Para o público em geral custam 20 euros. Há descontos.