III ‘Dar a Ver’ abre os olhos para novas riquezas a partir de sexta

Inscrições funerárias flamengas e azulejaria são os temas para acompanhar hoje e amanhã no Museu Quinta das Cruzes.

07 Mar 2018 / 10:23 H.

Começa esta sexta-feira a terceira edição do projecto ‘Dar a Ver’, no Museu Quinta das Cruzes, com a realização da primeira de duas primeiras conferências previstas para este fim-de-semana. São as primeiras deste ano integradas no projecto da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, promovido através da Direcção Regional da Cultura, mais precisamente da Direcção de Serviços de Museus e Património Cultural. A participação é gratuita. ‘Inscrições funerárias flamengas na ilha da Madeira: memória viva dos sepultados’ é a conferência de estreia, tem início às 18 horas. No sábado realiza-se a segunda, pelas 11 horas, com Rosário Salema de Carvalho intitulada ‘Azulejo. O projecto Az Infinitum’.

‘Inscrições funerárias flamengas na ilha da Madeira: memória viva dos sepultados’ será conduzida por Filipa Avellar, especialista nas áreas de Epigrafia e Paleografia portuguesa. Há um conjunto de inscrições funerárias do século XVI gravadas em lâminas de metal ou em grandes lajes de pedra azul acinzentada provenientes da Flandres que se encontram reunidas na Ilha da Madeira e que serão exploradas pela investigadora e docente.

A oradora convidada organizou e coordenou a área temática de Epigrafia Portuguesa, no Inventário do Património Arquitectónico (2001-2007), para a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. É licenciada em Ciências Históricas, mestre em Paleografia e Diplomática, integra a Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais e é sócia agregada do Instituto Português de Heráldica.

No sábado os trabalhos continuam, então dedicados a azulejaria, com a investigadora Rosário Salema de Carvalho, coordenadora do grupo Az – Rede de Investigação em Azulejo, da ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nesta passagem pela Madeira, vai divulgar o seu projecto, dando a ver “não apenas as potencialidades do próprio sistema, mas também alguma da azulejaria do Funchal já inserida na plataforma, chamando a atenção para a importância de registar o património azulejar nacional”, convida a Secretaria, na nota de divulgação.

O ‘Dar a Ver’ foi criado para divulgar o património artístico regional e promover a sua integração no panorama nacional e internacional, tendo estes dois objectivos sido atingidos, acredita a secretária. Paula Cabaço, citada pelo seu gabinete, sublinha a “aposta ganha” do Governo Regional, na medida em que este ‘Dar a Ver’ “valoriza a oferta cultural, potencia o seu acesso junto de toda a população (residente e visitante) e contribui para reforçar a nossa matriz identitária”.

Os interessados em participar nas conferências devem se inscrever daraver.drc@gmail.com. Há 65 lugares sentados disponíveis para cada sessão. Até ao final de Outubro estão previstas outras sete, divididas pela Quinta das Cruzes, Museu de Arte Sacra do Funchal, Casa-Museu Frederico de Freitas e MUDAS - Museu de Arte Contemporânea da Madeira, sempre com especialistas convidados.