Arrebatados por MUTRAMA

20 Jul 2018 / 09:50 H.

Terminou em festa ontem a estreia do projecto MUTRAMA – Música Tradicional Madeirense no Teatro Municipal Baltazar Dias. Salvador Sobral e Maria João Granja foram os dois convidados mais mediáticos, mas também Desidério Lázaro, Francisco Andrade e Mariana Camacho se destacaram, numa noite maior na sala de espectáculos do Funchal em que as raízes se entranharam na contemporaneidade sem perder força. Na base do espectáculo esteve o trio formado por André Santos na guitarra e cordofones, António Quintino no contrabaixo e Joel Silva na bateria e percussão. Juntaram-se ainda ao projecto Graciano Caldeira eo Ensemble de Cordofones formado por alguns dos mais conhecidos cordofonistas da Madeira: Roberto Moniz, Roberto Moritz e Guilherme Órfão.

Tudo se deve primeiro a Rui Camacho e ao trabalho da Associação Xarabanda, responsáveis pelas recolhas usadas para este projecto idealizado por Filipe Ferraz e André santos, o director artístico. Entre originais e arranjos, com imagens e gravações de gente viva e de outros que partiram, temas como ‘Pensação do Menino’, ‘Noite Serena’, Mourisca’, Baile da Meia Volta’, ‘Canção da Serra’ e ‘Cantiga de Apanhar o Trigo’ viajaram até ao presente para surpreender os muitos que encheram o Teatro. Maria João e Salvadora fizeram suas as melodias do povo. Desidério Lázaro e Francisco Andrade nos saxofones provaram que há outras formas de ‘cantar’ para além da voz’.

O disco já está à venda. Do grupo que gravou o trabalho apenas o fadista Ricardo Ribeiro não pôde estar presente no concerto de lançamento e que foi substituído por um dueto de Maria João e Salvador. A noite terminou com todos os convidados e público a cantar e bater palmas na interpretação de ‘Mourisca’, o mais conhecido dos temas que por ali passaram. No fim ficou o desejo de mais MUTRAMA.

Outras Notícias