Ana Moura vai juntar-se aos U2 para dar voz a campanha contra a pobreza

15 Set 2018 / 19:29 H.

A fadista Ana Moura foi convidada pelos U2 para dar voz ao movimento #womenoftheworldtakeover, nos dois concertos que a banda irlandesa dará em Lisboa, no domingo e na segunda-feira, informou a agência de comunicação cultural LIVECOM.

Depois de colaborações com Prince, Rolling Stones, Andrea Bocelli e Benjamin Clementine, Ana Moura vai juntar-se ao coro que, em todos os espetáculos da atual digressão dos U2 (#U2eiTour), canta, num vídeo exibido no local, “Women of the World”, de Ivor Cutler.

O objetivo é promover a ação global “Poverty is Sexist” (”a pobreza é sexista”, ou seja, afeta mais mulheres do que homens), da organização ONE, fundada pelo vocalista dos U2, Bono Vox, e outros ativistas.

A campanha promove o combate às causas que mantêm mulheres e meninas dos países menos desenvolvidos numa condição de pobreza extrema.

“Não há nenhum país onde as mulheres gozem exatamente das mesmas oportunidades do que os homens, mas a diferença de género é muito mais acentuada para as mulheres que vivem na pobreza”, destaca o comunicado da LIVECOM, acrescentando que Ana Moura contribuirá “com a sua voz para fazer chegar a mensagem #womenoftheworldtakeover às dezenas de milhares de pessoas que assistirão aos dois concertos” dos U2 em Lisboa.

Os U2 vão atuar no Altice Arena, no domingo e na segunda-feira, numa produção da Live Nation Global Touring, em parceria com a portuguesa Ritmos&Blues.

A nova digressão da banda, que começou nos Estados Unidos, em maio, chega a Portugal depois de quatro datas em Paris e de um concerto atribulado em Berlim, interrompido por problemas vocais de Bono.

Esta será a sexta vez que os U2 - compostos por Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. -- atuam em Portugal, onde até já foram condecorados pelo Presidente da República.

O regresso marca a estreia da banda em recinto fechado em Portugal e acontece oito anos depois de os U2 terem feito dois concertos lotados no Estádio Cidade de Coimbra, em outubro de 2010. Em 1982, tocaram no festival de Vilar de Mouros e em 1993, 1997 e 2005 atuaram no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

Se se mantiver o alinhamento de atuações recentes, os U2 deverão tocar mais de 20 músicas, em dois palcos, um com mais destaque visual e outro mais intimista.

Embora os dois registos mais recentes, “Songs of Innocence” (2014) e “Songs of Experience” (2017), sejam a razão de ser da digressão, deverá haver muito espaço para pegar no retrovisor e olhar para a carreira, que começou em 1976, em Dublin, e que se celebrizou com músicas como “Sunday Bloody Sunday”, “I will follow” e “Beautiful Day”, entre muitos outros sucessos.

A digressão passará ainda por outros seis países europeus: Espanha, Itália, Dinamarca, Holanda, Reino Unido e Irlanda, onde terminará, em 10 de novembro.