Vaticano diz que Papa continua a pregar a paz após novo ataque de Trump
O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, afirmou hoje que Leão XIV continua a pregar o Evangelho e a paz, após um novo ataque ao Papa pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"O Papa continua a sua jornada, no sentido de pregar o Evangelho, paz, como diria São Paulo, em todas as ocasiões, oportunas e inoportunas", disse o "número dois" do Vaticano à imprensa, após um evento na cidade de San Giovanni Rotondo (sul de Itália).
Para Parolin, o líder da Igreja Católica já deu, na primeira vez que respondeu a Trump -- durante um voo para a Argélia -- "uma resposta muito cristã, dizendo que está a fazer o que o seu cargo exige, ou seja, pregar a paz".
"Se isto vai agradar ou não é outra questão. Compreendemos que nem todos alinhados, mas digamos que essa é a resposta do Papa", acrescentou Parolin, segundo os meios de comunicação social italianos citados pela agência espanhola EFE.
Por sua vez, o vice-presidente do Governo italiano e ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que os ataques ao Papa "não são aceitáveis nem contribuem para a causa da paz".
"Reitero o meu apoio a cada ação e palavra do Papa Leão XIV; as suas palavras são testemunhos a favor do diálogo, do valor da vida humana e da liberdade", escreveu na rede social X.
Tajani acrescentou: "Uma visão que também é partilhada pelo nosso Governo, comprometido através da diplomacia em garantir estabilidade e paz em todas as áreas onde existem conflitos".
Trump afirmou que "o Papa está a pôr em perigo muitos católicos e muitas pessoas" porque "não se importa que o Irão tenha uma arma nuclear", numa entrevista com o apresentador Hugh Hewitt no canal de notícias Salem.
As declarações do Presidente dos Estados Unidos surgem antes da visita do chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, ao Vaticano na quinta-feira, numa reunião que tem sido interpretada como uma missão para restabelecer relações com a Santa Sé após os ataques de Trump.