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PSP tem "tolerância zero" perante alegações como a de tortura em esquadra de Lisboa

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Foto JOÃO RELVAS/LUSA

O diretor nacional da PSP reiterou hoje que a instituição tem "tolerância zero" perante alegações como a de tortura de detidos na esquadra do Rato, em Lisboa, defendendo que os cidadãos "podem continuar a confiar" na força policial.

"A Polícia de Segurança Pública [PSP] é uma instituição com cerca de 20 mil homens e mulheres que todos os dias dão o seu melhor para que Portugal seja um dos países mais seguros do mundo. Iremos continuar a fazer isso. Alegações de má conduta, temos tolerância zero", afirmou Luís Carrilho, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidade Especial de Polícia da PSP, em Belas, Sintra.

Ladeado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, o diretor nacional da PSP assegurou ainda que os cidadãos "podem continuar a confiar na Polícia de Segurança Pública".

"Gostaria que não tivesse acontecido. Aconteceu. [As alegações] têm de ser investigadas e isto faz parte da vida das instituições", acrescentou.

As autoridades têm hoje em curso novas diligências de investigação no caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, podendo vir a haver mais polícias detidos, anunciou hoje o ministro da Administração Interna, à margem da mesma cerimónia comemorativa.

O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025.

Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.

Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

O caso, denunciado pela própria PSP, deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.