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Madeira

"Somos sensíveis às preocupações da Madeira"

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Segundo meio aéreo permanente, subsídio de mobilidade e impacto da instabilidade internacional nos preços da energia marcaram as declarações de Hugo Oliveira no final da visita da Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia à Madeira.

Foi depois de visto a obra de canalização da ribeira da Ribeira Brava que o parlamentar falou sobre a exigência de um segundo meio aéreo para combate a incêndios, reconhecendo a “legitimidade da preocupação”, tendo em conta a vulnerabilidade da Região e os antecedentes de fenómenos extremos. Ainda assim, foi cauteloso. “Somos sensíveis a todas as preocupações e reivindicações, mas têm que ser avaliadas nos momentos próprios e nos locais próprios”, afirmou, remetendo a decisão para o enquadramento técnico e político adequado.

Quanto ao subsídio de mobilidade, sublinhou que não integra directamente as competências da comissão que preside. “Não é uma área que neste momento faça parte da comissão”, esclareceu. Ainda assim, destacou a experiência vivida pela delegação. “Fomos ao Porto Santo de avião e viemos de barco. Experimentámos a mobilidade. Somos sensíveis”. O tema, acrescentou, está a ser tratado pelos grupos parlamentares e será debatido em sede própria.

Já relativamente aos sobrecustos da energia, foi directo ao admitir que o actual conflito no Médio Oriente deverá ter impacto nos preços. “Não tenho dúvidas de que fará aumentar o preço do gás e dos combustíveis”, afirmou, alertando que, em última instância, são as famílias que sentem esses aumentos. Defendeu que será necessário avaliar a dimensão do impacto e ponderar medidas de mitigação, num contexto geopolítico que considerou incerto.

Hugo Oliveira enquadrou ainda a visita como um sinal de coesão territorial. “Portugal é o continente e as suas ilhas. O território é todo o território”, afirmou, defendendo que a presença da comissão na Madeira traduz o compromisso de olhar para as especificidades regionais com responsabilidade institucional.