A Guerra País

SEF investiga um caso relacionado com tráfico para fins laborais

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O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras está investigar um caso relacionado com tráfico de pessoas para fins laborais que envolve refugiados ucranianos, revelou hoje à Lusa o diretor nacional adjunto do SEF, Paulo Batista.

"O SEF está a tratar de todas as situações que lhe chegam, nomeadamente denúncias e indicações de várias entidades e têm chegado muitas situações, que analisamos com rapidez. Até agora, e de tudo aquilo que analisamos, detetamos apenas uma situação que eventualmente será de tráfico para fins laborais que enquadramos num outro inquérito que estamos a investigar e onde os factos poderão estar de facto enquadrados", disse Paulo Batista.

Além deste caso que está a ser investigado pelo SEF, Paulo Batista avançou que este serviço de segurança recebeu da Amnistia Internacional uma denúncia de uma eventual situação de tráfico de pessoas para fins laborais.

"Recebemos e estamos a tratar a informação", precisou, dando conta de que o Ministério Público (MP) também recebeu esta queixa e o SEF vai "aguardar que o MP defina em quem delega competência para fazer as diligências de investigação".

Sem adiantar pormenores sobre a denúncia da Amnistia Internacional, o diretor nacional adjunto do SEF referiu que supostamente se trata de duas vítimas ucranianas.

Paulo Batista sublinhou que têm chegado ao SEF "bastantes denúncias" relacionadas com refugiados ucranianos.

"Ainda bem que as pessoas denunciam tudo o que possam constatar e que se enquadre no tráfico. Depois temos de analisar e verificar se é assim ou não, com diligências no terreno, que é aquilo que estamos a fazer", disse.

O diretor nacional adjunto do SEF afirmou ainda que na maior parte das situações verificadas pelo Serviço de Estrangeiros Fronteiras não é detetado qualquer problema relacionado com tráfico de seres humanos.

Segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 40.955 proteções temporárias a cidadãos ucranianos, dos quais 12.696 foram a menores.

O maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser em Lisboa (6.973), Cascais (2.597), Porto (1.544), Sintra (1.466) e Albufeira (1.154).