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Exército israelita suspende dois comandantes por morte de palestino-americano

Foto EPA/ABED AL HASHLAMOUN
Foto EPA/ABED AL HASHLAMOUN

Dois comandantes israelitas foram suspensos na sequência da morte de um palestino-americano durante uma operação na Cisjordânia ocupada, onde os militares mostraram "falta de julgamento" e "ausência de considerações morais", divulgou na terça-feira o Exército de Israel.

Os Estados Unidos instaram Israel a realizar uma investigação após a descoberta, em 13 de janeiro, do corpo de Omar Abdalmajeed Assad, numa vila da Cisjordânia, depois de ser detido e algemado por militares Israelitas, segundo autoridades palestinianas.

Na sequência deste primeiro relatório, a diplomacia norte-americana, que se manifestou sempre "profundamente preocupada com as circunstâncias" daquela morte, apelou a "uma investigação criminal exaustiva" para a responsabilização dos responsáveis ?pelo crime.

Assad, de 78 anos, foi detido, algemado, espancado e abandonado num prédio em construção e encontrado morto no início da manhã após a saída dos soldados, segundo revelou à agência AFP o responsável da aldeia de Jiljiliya, a norte de Ramallah.

As autoridades confirmaram que o palestino-americano morreu devido a um ataque cardíaco.

Os israelitas revelaram na terça-feira, na sua investigação, que Assad foi detido e amarrado durante "trinta minutos" e depois "libertado", mas os militares consideraram que este estava "a dormir" e não identificaram "sinais de angústia".

"Mas os soldados falharam [no cumprimento] das suas obrigações, deixando Assad no chão, sem tratamento e sem relatar o incidente aos seus superiores", concluiu o relatório que aponta "uma falta de julgamento na tomada de decisões" sobre parte dos militares e a "ausência de considerações morais".

"Deixar Assad sozinho, sem perguntar sobre o seu estado de saúde, foi um ato imprudente que é contrário aos valores do Exército israelita", referiu Avi Kochavi, chefe do Estado-Maior do Exército, citado no comunicado.

Os dois comandantes envolvidos no caso foram suspensos das suas funções e não poderão realizar atividades de comando nos próximos dois anos, acrescentou o Exército.

Um terceiro militar, comandante do batalhão 'Netzah Yehuda', cujos soldados estavam presentes no momento do incidente, recebeu uma "repreensão".