Madeira

Albuquerque confiante que na Madeira a vacinação não terá casos “da prima e da sogra”

Presidente do Governo realça a “alta idoneidade e competência técnica” dos responsáveis pela vacinação

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O presidente do Governo Regional quer acreditar que na Madeira não surgirão casos que atentem à priorirdade da vacinação definida no âmbito do combate à covid-19.

No dia em que começou o plano de vacinação que abrange os políticos, nomeadamente governantes, Miguel Albuquerque lembra que a Região “basicamente acompanha o plano nacional” e que no caso dos governantes será também cumprida por fases. Desvalorizou o facto de já haver presidentes de câmara a declinar serem já vacinados, ao lembrar que “ninguém é obrigado”. Contudo, defende que “quem tem cargos de grande responsabilidade deve estar protegido no sentido de garantir o funcionamento”. Quando a situações anómalas a exemplo do já ocorrido no continente, confia em quem tem responsabilidades ao afirmar que “não será agora na vacinação que vamos por a prima e a sogra a serem vacinada. É preciso algum cuidado”, advertiu. Fez questão de sublinhar que aqui na Madeira as pessoas que fazem parte do grupo de trabalho “são pessoas de alta idoneidade e competência técnica”.

Albuquerque destaca de resto a logística complexa que a vacinação envolve e adianta que as

“vacinações vão ultrapassar as 300 por dia”.

O presidente do Governo Regional falava à margem da visita, esta tarde, à empresa Maurílio Caires Informática, localizada na Calçada da Saúde, no Funchal.

Propriedade do empresário Maurílio Caires, a MCI Informática foi criada em 1997 e possui mais de mil clientes, distribuídos por Portugal Continental, Madeira e Açores.

Dedica-se primordialmente ao renting de equipamentos de impressão e cópia, ao comércio de equipamentos informáticos e a serviços de outsorcing na área da Informática.

Ao ser questionado se era com sentido de responsabilidade social que integrava entre os colaboradores venezuelanos, Maurílio Caires respondeu sem falsas modéstias.

“Não se trata de responsabilidade social. Esses cidadãos da Venezuela são melhores do que aqueles que eu tinha cá na Madeira. Eu só quero os melhores a trabalhar para mim. Naquela área eu fui de facto buscar dois que eram melhores do que aqueles que havia cá. Portanto, não estou a fazer favor a ninguém. Seja qual for a nacionalidade, se for melhor trabalha comigo, não há problema”, esclareceu.

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