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Polícia brasileira desarticula organização criminosa dentro da própria corporação

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As autoridades brasileiras desarticularam ontem uma alegada organização criminosa que atuava dentro da própria Polícia Federal do Rio de Janeiro, e que é acusada de corrupção, branqueamento de capitais, falsidade ideológica e obstrução à justiça.

Em causa está a segunda fase da 'Operação Tergiversação', desencadeada na manhã de hoje pela Polícia Federal (PF) brasileira e pelo Ministério Público (MP), e que resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão, contra dois delegados da PF, um delegado da Poli´cia Civil, sete empresa´rios e cinco advogados.

Segundo o MP, a organização criminosa tinha um esquema de pagamento de subornos a polícias e escrivães em troca de proteção em outras operações já realizadas, envolvendo fraudes no plano de sau´de e fundos de pensão dos Correios.

A investigação aponta ainda que os advogados atuavam como "intermediários das cobranc¸as de vantagens indevidas dos empresa´rios e ficavam com uma parcela dos vultuosos valores" pagos aos suspeitos.

Nesta segunda fase da operação, as investigac¸o~es mostraram que as vantagens indevidas recebidas pelos membros da organização criminosa rondam os 10 milhões de reais (1,5 milhões de euros, no câmbio atual).

"Após os pagamentos de vantagens indevidas, alguns empresários mantiveram contacto com os delegados de Policia Federal, chegando a realizar pagamentos mensais de subornos aos agentes para que ampliassem a proteção concedida, procurando informações antecipadas sobre operações policiais ou investigações" que os pudessem envolver, segundo o MP.

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