Um povo, uma língua, um País!

De Espanha castelhana, nem bom vento nem bom Parlamento. Nestes tempos, resiste-se heroicamente contra o fascismo também velho, e franquista ainda instalado desde uma guerra civil cheia de assassinatos e de criminosos. Uma luta velha de séculos e de mortos. Gente simples, intelectuais de relevo, poetas e autores geniais, caíram sob as balas fuziladoras. A Catalunha volta a mergulhar com vigor na luta contra o governo de Madrid. Contra os bandidos e canalhas que reprimem os catalães a partir de Moncloa sob submissão, e submetido à imposição de juízes fascistas que dominam a Justiça maquiavélica que usam ao abrigo de uma Constituição franquista e totalitária, rejeitada por um povo que morre pela sua Independência e soberania, e sob as botas cardadas das forças policiais, reforçadas com biqueira de aço. Porém a história exige que no final, o povo vença com tamanha vontade, tal repressão, e ganhe a sua muito sofrida e bem desejada, autodeterminação. O sangue vai continuar a escorrer por “las calles” de Barcelona, a Sinyera vai continuar a assinalar uma forte identidade até ser hasteada para sempre. Um Hino será presente e entoado em cada boca, com coração que fala catalão. Portugal tem uma dívida para com a Catalunha, e por isso devia estar ao lado daquele povo, que apenas luta pelo mesmo que tornou o nosso país independente, por troca e por valer menos no século em que os Filipes tiveram que decidir com qual das duas regiões teria de ficar, ou de qual se queria ver livre. A reacção lusa continua hoje, pobre como sempre o foi e por isso rejeitada no tempo. Os catalães saberão registar tal falta de solidariedade. Por cá também os governantes, são apenas contorcionistas, bem nossos conhecidos, e desprezíveis!

Joaquim A. Moura