Viagem Medieval da Feira com cerimónia para quem quiser casar ao estilo do século XIV

Aveiro /
14 Jul 2018 / 01:45 H.

A recriação histórica “Viagem Medieval em Terra de Santa Maria” arranca a 01 de agosto na cidade da Feira e este ano vai disponibilizar ao público cerimónias de casamento sem estatuto oficial, mas com real afeto.

Essa é uma das novidades que a direção do evento anuncia para a sua 22.ª edição, que decorre até 12 de agosto, transforma o centro da cidade numa evocação da Idade Média e agora também rentabilizará a prática acumulada ao longo dos anos na organização de pedidos de casamento surpresa, aplicando esse conhecimento num pacote-experiência pago que permitirá aos mais apaixonados passarem do noivado ao patamar seguinte.

“O pacote chama-se ‘Pedro e Inês’, que são as figuras principais do período histórico a recriar nesta edição, e dá acesso a uma boda ao estilo do século XIV”, revela à Lusa o diretor-geral da Viagem Medieval, Paulo Sérgio Pais.

Segundo o responsável, “o casamento não vai ter caráter oficial, porque não envolve juiz nem conservatória de registo civil, mas é para quem dispensa essas coisas e mesmo assim quer celebrar de alguma forma o relacionamento que tem com o seu companheiro”.

O custo da experiência é de 150 euros e inclui lugar de estacionamento VIP para uma viatura, acesso gratuito ao recinto para duas pessoas, usufruto de dois trajes medievais completos e respetiva caracterização, a personagem do padre, uma certidão de casamento medieval, o jantar da festa para o casal e um registo fotográfico de cinco imagens.

Se os noivos quiserem comitiva, podem levar até 30 convidados, mas caberá a cada um deles e também aos recém-esposados pagar 32,5 euros pelo respetivo repasto individual. Se o casal quiser passar despercebido, a organização da Viagem convocará por si mesma 30 convivas, para que a festa seja devidamente participada.

Sejam muitos ou poucos os enamorados a querer casar nesse estilo medieval, a organização não irá realizar mais do que um casamento por dia, porque o espaço disponível na zona que acolhe a cerimónia é limitado e também “não há interesse em vulgarizar uma experiência que se quer realmente especial”.

“Tudo isto é um processo”, avalia Paulo Sérgio Pais. “A primeira experiência que fizemos deste género era com pessoas que queriam ser guerreiras por um dia, demos-lhes a oportunidade de participar num espetáculo de grande formato e desde aí a coisa continuou sempre a evoluir até este ponto”, recorda.

Desde então as solicitações passaram a ser em maior quantidade e de ordem mais variada, pelo que este ano são já dez os pacotes-experiência disponíveis no evento, uns para quem idealiza ser cavaleiro, outros para meninas que sonham ser princesas e ainda alguns para os verdadeiros aficionados da história da Idade Média.

“O desafio é conseguir proporcionar sempre mais dinâmica ao evento e despertar novas emoções, para que as pessoas se possam envolver na Viagem de forma quase intrusiva, mesmo intensivamente”, defende Paulo Sérgio Pais. “E isto justifica-se porque, como eu já digo há muitos anos, o mais interessante não é ir à Viagem - o melhor mesmo é ‘estar’ na Viagem”, assegura.

Entretanto, está já marcado o primeiro Casamento da Viagem Medieval de 2018. Vai realizar-se a 04 de agosto e unirá pelos laços do matrimónio fictício um casal proveniente de Aveiro.

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