Terminal de cruzeiros de Lisboa é bom exemplo de continuidade política

Lisboa /
10 Nov 2017 / 16:00 H.

O primeiro-ministro considerou que o novo terminal de cruzeiros de Lisboa, hoje inaugurado, é um bom exemplo de continuidade política e estabilidade de decisões, frisando que este projeto envolveu três governos diferentes e quatro mandatos autárquicos.

António Costa assumiu esta posição em defesa dos consensos políticos alargados em matéria de obras públicas na cerimónia de inauguração no novo terminal de cruzeiros de Lisboa, em Santa Apolónia, após discursos proferidos pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Tendo a escutá-lo na primeira fila a presidente do CDS-POP, Assunção Cristas, o primeiro-ministro elogiou a ação da falecida antiga líder parlamentar democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto e do ex-ministro da Economia Pires de Lima no longo processo de construção do novo terminal de cruzeiros.

António Costa referiu que, na sequência da criação do Comissariado para a Revitalização da Baixa/Chiado, presidido por Maria José Nogueira Pinto, propôs-se em 2007, “de forma revolucionária”, que o terminal de cruzeiros fosse transferido de Alcântara para a Santa Apolónia.

Ainda de acordo com o líder do executivo, foi depois o ex-ministro da Economia Pires de Lima quem abriu o concurso para a concessão e construção deste terminal de cruzeiros.

“Estamos perante um excelente exemplo da continuidade de políticas e de estabilidade de decisões. Isto deve ajudar o país a compreender bem a importância de haver consenso político alargado em matéria de construção de grandes infraestruturas”, insistiu o primeiro-ministro.

Outra mensagem de António Costa passou por defender que ainda há margem para o turismo crescer em Portugal nos próximo anos, apesar de já representar 18% das exportações e cerca de 7% do PIB (Produto Interno Bruto).

O primeiro-ministro afirmou então que, por exemplo, o turismo de cruzeiros cresceu 62% na última década e Portugal tem apenas “uma pequena parcela deste mercado”.

“Com a posição geoestratégica do país, ponto de encontro entre as rotas do Atlântico e do Mediterrâneo, Portugal dispõe de condições únicas para ter neste segmento de mercado um franco crescimento”, sustentou, num discurso em que fez rasgados elogios à obra do arquiteto Carrilho da Graça.

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