Sindicato dos Jornalistas opõe-se à intenção de despedimentos no grupo Impresa

Lisboa /
22 Nov 2017 / 14:34 H.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) opõe-se à intenção da Impresa em despedir cerca de uma dezena de fotojornalistas do grupo, tendo enviado uma carta endereçada a Francisco Pinto Balsemão, divulgou hoje a estrutura sindical.

Em comunicado, o SJ refere que manifestou a sua posição “através de carta endereçada a Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, e a Francisco Pedro Balsemão, presidente da Comissão Executiva, a intenção de despedimento que foi transmitida a uma dezena de fotojornalistas” da empresa.

“Salientando que o núcleo de fotografia não é uma entidade autónoma e que os seus trabalhadores têm contratos assinados com a Impresa Publishing, o SJ recorda que, nas reuniões que este sindicato manteve com a administração do grupo a que presidem, foi manifesto o compromisso de que evitariam despedimentos e que tudo fariam para que os postos de trabalho envolvidos na transmissão de estabelecimento fossem mantidos”, adianta.

Face a isso, o sindicato “manifesta forte oposição a esta repentina decisão - transmitida pelo responsável pelo núcleo de fotografia, Henrique Monteiro, de uma forma inqualificável e fazendo tábua rasa dos formalismos legais e morais” e garante que “irá bater-se pelos direitos de todos os trabalhadores envolvidos, entre os quais há, inclusive, delegados sindicais”.

O Sindicato dos Jornalistas pediu ainda esclarecimentos urgentes “sobre este lamentável processo e ainda sobre as rescisões propostas aos jornalistas do Expresso”.

Na terça-feira, a Impresa anunciou que os trabalhadores das revistas vão transitar para o novo grupo editorial, depois da proposta de Luís Delgado para comprar estes títulos, mas salientando que o processo pode não envolver a totalidade dos funcionários.

“O grupo Impresa aceitou, a 6 de Novembro, negociar com Luís Delgado, com carácter de exclusividade, a alienação das suas publicações Activa, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Telenovelas, TvMais, Visão, Visão História e Visão Júnior”, referiu o grupo.

O grupo esclareceu que entre as várias propostas que recebeu, foi escolhida aquela que “oferece as melhores condições para o futuro dos colaboradores de cada um destes títulos”, bem como para a “salvaguarda dos princípios editoriais das marcas”.

“A Impresa sublinha o entendimento que alcançou com Luís Delgado para que a futura transição se realize de forma natural, para os trabalhadores, para os leitores e para os anunciantes”, acrescenta.

O grupo refere que vão transitar para o novo grupo editorial os trabalhadores da Impresa Publishing afectos às marcas a ceder, incluindo jornalistas, gráficos, comerciais, bem como outros que pertencem à estrutura da organização, estando “esse processo em curso”.

A Impresa adiantou que este processo pode não envolver todos os trabalhadores.

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