Quercus apela à retirada de propaganda eleitoral

04 Out 2017 / 18:54 H.

A associação ambientalista Quercus pediu hoje a todos os partidos para retirarem “o mais cedo possível” os cartazes de propaganda, terminado o período de campanha eleitoral, para reduzir o impacte ambiental resultante da sua degradação.

Segundo informou a Quercus, em comunicado, “a lei que regula a propaganda eleitoral não estabelece um prazo para a remoção dos materiais de propaganda e os partidos políticos não têm uma grande preocupação em retirar os cartazes”.

Esta situação leva a que os suportes de propaganda dos diversos partidos e movimentos políticos acabem “por permanecer por um período alargado de tempo, após a conclusão do período eleitoral”, salientou a associação.

“Face a esta permanência, e aos possíveis efeitos das intempéries, os materiais vão acabar por se degradar e fragmentar em pedaços pequenos que, por efeito do vento, são levados para outros locais”, alertou a Quercus, apontando o risco de poluição, por exemplo, de matas ou do meio marinho.

Perante o fim do período eleitoral, a associação ambientalista apelou aos partidos para removerem quanto antes os cartazes, “para reduzir o impacte ambiental resultante da degradação dos mesmos com a libertação de lixo para a via pública”.

“A Quercus já tinha manifestado estas preocupações à CNE [Comissão Nacional de Eleições], com o objectivo de estabelecer um prazo razoável para a retirada dos materiais de propaganda eleitoral, contribuindo para a protecção do ambiente”, adianta o comunicado da direcção nacional da associação.

Nas eleições autárquicas de domingo, para escolher os autarcas de 308 municípios e de 3.092 freguesias, concorreram 12.076 candidaturas, de acordo com dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

No sufrágio, o PS conquistou 161 câmaras (duas em coligação), o PSD ganhou em 98 (em listas próprias e com outros partidos), a CDU conquistou 24, os grupos de cidadãos eleitores (independentes) venceram em 17, o CDS-PP em seis e o JPP e o Nós, Cidadãos! ficaram com um presidente de câmara cada.