PSD realiza jornadas parlamentares a 30 e 31 de Outubro

Porto /
12 Out 2017 / 14:28 H.

O PSD vai reunir-se em jornadas parlamentares nos dias 30 e 31 de outubro, foi hoje anunciado na reunião da bancada social-democrata, disse à Lusa fonte oficial.

Ainda não está escolhido o local para a realização das jornadas, que decorrerão em clima de disputa pela liderança do partido, alinhando-se, para já, as candidaturas do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Rui Rio e do antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

As jornadas parlamentares sociais-democratas antecedem a discussão na generalidade em plenário da proposta do Orçamento do Estado para 2018, nos dias 02 e 03 de novembro.

“Procuraremos nessa ocasião preparar o debate orçamental que é imediatamente nos dias seguintes [02 e 03 de novembro] e procuraremos também nessa ocasião não só discutirmos a proposta do Governo de Orçamento do Estado, mas também continuarmos a discutir a estratégia, a estratégia política do Governo e as nossas alternativas nos diversos setores da política pública”, afirmou o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

Em declarações aos jornalistas após a reunião da bancada, Hugo Soares reiterou que o PSD só anunciará se apresenta propostas de alteração do Orçamento do Estado depois de conhecer a proposta entregue pelo Governo no parlamento na sexta-feira.

O Conselho Nacional do PSD aprovou na segunda-feira a realização de eleições diretas para escolher o presidente do partido em 13 de janeiro e o Congresso em 16, 17 e 18 de fevereiro.

Na semana passada, o ex-líder parlamentar do PSD Luís Montenegro, o eurodeputado Paulo Rangel e o antigo líder da JSD Pedro Duarte excluíram-se desta disputa interna.

Em 03 de outubro, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou que não se iria recandidatar ao cargo, dois dias depois de um dos “piores resultados de sempre” do partido em autárquicas e com o argumento de não querer passar a ideia de estar “agarrado ao poder”.

Nas eleições autárquicas, o PSD perdeu oito presidências de câmaras municipais face a 2013, ano em que tinha registado o seu pior resultado, ficando agora com 98 autarquias (79 sozinhos e 19 em coligação).

Em termos de votação nacional, o PSD obteve, sozinho, 16,08%, dos votos, uma percentagem ligeiramente abaixo dos 16,70% de há quatro anos.