Portugal já concorre com a China em produtos têxteis

21 Abr 2017 / 03:13 H.

Portugal concorre com a China no fabrico de produtos têxteis de nível “médio/alto e alto”, face ao aumento dos custos industriais no país asiático, afirmou ontem o presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção - ANIVEC/APIV, César Araújo.

No Fórum da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) sobre os desafios da indústria em Portugal, a decorrer em Lisboa, o responsável notou que “nunca se ouviu dizer que se mudou para a China porque era melhor”, porque a comparação era apenas ao nível de preço.

“Estamos num momento que há muito ansiávamos e que está a nosso favor: os custos industriais na China estão a crescer a um ritmo muito acelerado. [...] Comparando com o produto médio/alto e alto, como é o português, estamos agradavelmente próximos uns dos outros”, garantiu.

O responsável indicou que as “fábricas mais fortes” nacionais que sobreviveram à crise estão com uma “postura mais competitiva”.

César Araújo recordou a “posição invejável” do sector ao dispor de “adaptabilidade de trabalho parecido com um banco de horas”, devido aos picos de produção que envolvem 88 mil pessoas, mas não deixou de criticar o modelo de IRS que faz aumentar de escalão os funcionários quando trabalham mais e as actuais tributações autónomas.