Portugal imbatível, Ronaldo no topo do mundo

16 Dez 2017 / 10:54 H.

A selecção portuguesa de futebol terminou o ano de 2017 com o apuramento para o Mundial2018 garantido e sem ter sofrido qualquer derrota, enquanto o avançado Cristiano Ronaldo voltou a colecionar títulos, recordes e prémios.

O jogador do Real Madrid sagrou-se campeão espanhol pela segunda vez e voltou a levantar pelo segundo ano consecutivo o troféu da Liga dos Campeões, quarto na sua carreira, tendo sido decisivo em ambas as campanhas. O português juntou também ao seu currículo nova Supertaça europeia, repetindo o sucesso de 2014.

Em 2017, Ronaldo pôs fim a uma série de seis temporadas consecutivas com mais de 50 golos marcados em todas as competições, tendo apontado 25 no campeonato e 12 na ‘Champions’, mas bateu novos recordes na competição mais importante de clubes.

O jogador de 32 anos tornou-se o primeiro jogador a chegar aos 100 golos nas competições europeias e, depois, na Liga dos Campeões, e marcou 10 na fase a eliminar, incluindo um ‘bis’ na final frente à Juventus (4-1), em Cardiff.

Mas os recordes de Ronaldo não ficaram por aí. Com a camisola de Portugal, o avançado chegou à marca dos 79 golos e passou a ser o segundo melhor marcador de sempre de seleções europeias, apenas atrás do mítico Ferenc Puskás, que fez 84 ao serviço da Hungria, nos anos 40 e 50. A nível mundial, ultrapassou o lendário Pelé e segue no quarto lugar.

Sem surpresa, o português voltou a arrecadar, pelo segundo ano seguido, a Bola de Ouro, quinta da carreira, e o prémio de melhor jogador do mundo da FIFA, à frente do seu eterno rival, o argentino Lionel Messi (FC Barcelona).

Ronaldo, que pode em dezembro voltar a conquistar o Mundial de clubes com o Real Madrid, vai terminar o ano com apenas quatro golos alcançados no campeonato espanhol, mas na ‘Champions’ já leva nove e tornou-se o primeiro jogador de sempre a marcar em todos os jogos da fase de grupos.

Com 15 golos na fase de apuramento, o jogador formado no Sporting ajudou também Portugal a garantir um lugar na fase final do Mundial2018, que vai decorrer na Rússia, e a manter-se imbatível durante o ano de 2017 em jogos oficiais.

Na qualificação, a equipa de Fernando Santos venceu os cincos jogos disputados, com 14 golos marcados e apenas um sofrido, num ano marcado igualmente pela participação inédita na Taça das Confederações.

Na Rússia, na prova que serviu de teste para o próximo Campeonato do Mundo, os campeões europeus caíram nas meias-finais perante o Chile, no desempate por grandes penalidades (0-0, 3-0 nos penáltis), mas despediram-se com o terceiro lugar, após vencer o México (2-1).

A Itália protagonizou uma das maiores surpresas de 2017 ao ficar afastada do Mundial2018, algo que não sucedia há 60 anos, assim como os Estados Unidos, que vinham de sete presenças seguidas. O Panamá apurou-se pela primeira vez e o Peru vai regressar, após 36 anos de ausência.

Nas competições europeias, além de Ronaldo na ‘Champions’, o futebol português foi também um dos ‘vencedores’ da Liga Europa, com o Manchester United, de José Mourinho, a levantar o troféu, depois de bater o Ajax na final, por 2-0, em Estocolmo.

Nos principais campeonatos, o Chelsea sagrou-se campeão, pela sexta vez, em Inglaterra, enquanto Alemanha o Bayern Munique chegou ao pentacampeonato na Alemanha, com Renato Sanches no plantel, embora o médio português tenha sido pouco utilizado.

Em Itália, apesar da desilusão da final da Liga dos Campeões, a Juventus tornou-se hexacampeã, e, em França, o Mónaco protagonizou a maior surpresa dos campeonatos europeus, ao ‘bater o pé’ ao poderoso e milionário Paris Saint-Germain. Leonardo Jardim levou o Mónaco ao oitavo título da sua história, com a ajuda de Bernardo Silva e João Moutinho.

No ‘mercado’ de transferências, o brasileiro Neymar passou a ter o estatuto de jogador mais caro de sempre da história de futebol, ao ingressar no Paris Saint-Germain, proveniente do FC Barcelona, por 222 milhões de euros.

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