Perto de uma centena de profissionais concentrados no Porto

Porto /
19 Set 2018 / 09:02 H.

Cerca de uma centena de táxis oriundos das regiões Norte e Centro do país estão hoje concentrados na Avenida dos Aliados, no Porto, num protesto contra a entrada em vigor da lei que regulamenta as plataformas electrónicas de transporte.

Em declarações à Lusa, perto das 8 HORAS, Carlos Lima, da Federação Portuguesa do Táxi, assumiu que a adesão está a ser fraca, justificando-a com o “cansaço dos motoristas”.

“Os taxistas estão cansados, estão desanimados, porque ninguém quer ver a justeza da sua luta”, afirmou.

Ainda assim, o dirigente associativo manifestou esperança em que a lei - que deverá entrar em vigor em 1 de Novembro - possa ser revista.

Por essa razão, Carlos Lima disse que os taxistas vão permanecer na Avenida dos Aliados “até que haja novidades de Lisboa”, ou seja, poderão permanecer parados por tempo indeterminado.

No entanto, o representante admitiu que muitos motoristas possam ir desmobilizando ao longo do dia.

Os taxistas manifestam-se hoje em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em novembro, da lei que regula as quatro plataformas electrónicas de transporte em veículos descaracterizados que operam em Portugal -- Uber, Taxify, Cabify e Chaffeur Privé.

Desde 2015, este é o quarto grande protesto contra as plataformas que agregam motoristas em carros descaracterizados, cuja regulamentação foi aprovada, depois de muita discussão, no parlamento, em 12 de Julho.

No Porto, as viaturas concentraram-se na Avenida dos Aliados, desde as 6 horas.

Em Lisboa, desde as 5 horas, as viaturas começaram a chegar à Praça dos Restauradores, ocupando ainda a Avenida da Liberdade. A fila vai prolongar-se até à Avenida Fontes Pereira de Melo, Praça Duque de Saldanha e Avenida da República.

Em Faro protesto teve início às 7 horas, na Estrada Nacional 125-10, junto ao aeroporto.

Os representantes do sector do táxi enviaram à Assembleia da República um pedido para serem hoje recebidos pelos deputados, a quem vão pedir que seja iniciado o procedimento de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma e que, até à pronúncia do Tribunal Constitucional, se suspendam os efeitos deste, “por forma a garantir a paz pública”.

Um dos principais ‘cavalos de batalha’ dos taxistas é o facto de na nova regulamentação as plataformas não estarem sujeitas a um regime de contingentes, ou seja, a existência de um número máximo de carros por município ou região, como acontece com os táxis.

A dois dias da manifestação, o Governo enviou para as associações do táxi dois projectos que materializam alterações à regulamentação do sector do táxi, algo que os taxistas consideraram “muito poucochinho”, defendendo que o objectivo do Governo foi “desviar as atenções” da concentração nacional de hoje.

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