Passos diz que Costa utiliza os incêndios para fugir de prestar contas

16 Jul 2017 / 03:00 H.

O líder do PSD respondeu hoje às acusações de “aproveitamento político” do primeiro-ministro, dizendo que António Costa está a instrumentalizar os incêndios de Pedrógão Grande para não prestar contas do está a fazer.

“Não podemos permitir que o Governo vá instrumentalizando, que é o que vem acontecendo, o que ocorreu de trágico [nos incêndios de junho], para depois não estar disponível para prestar contas sobre aquilo que faz, mas sobretudo o que não faz”, disse Pedro Passos Coelho, à entrada para convenção autárquica distrital do PSD de Viana do Castelo, em Valença.

Para Passos Coelho, o Governo “talvez preferisse não ter oposição”, nem que estes assuntos sejam discutidos publicamente, acusando ainda o executivo de “estar muito lento a responder às necessidades das pessoas” afetadas pelos incêndios que fizeram 64 mortos e mais de 250 feridos.

O líder do PSD insistiu nas críticas à incompetência do Governo na distribuição da ajuda às vítimas - os donativos de 13,3 milhões - que lhe valeram a frase do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, de que não sabe do que fala.

O Estado “falhou quando a tragédia aconteceu” em junho e continua “a chegar atrasado, a demorar” na chegada da ajuda, afirmou Passos, atacando ainda as sucessivas visitas de ministros a Pedrógão Grande.

“Chega a ser indecoroso a forma como, à vez, os ministros se passeiam à frente das TV naquele cenário”, acusou.

De resto, lembrou que o PSD defendeu um processo rápido para indemnizar os familiares das vítimas dos incêndios e que, passado um mês, nada foi ainda decidido pelo executivo.

Os incêndios de junho iniciados em Pedrógão Grande provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos e consumiram mais de 53 mil hectares.

Os fogos da região Centro afetaram aproximadamente 500 habitações, quase 50 empresas e os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

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