Onze farmácias em concelhos afectados ainda com falhas de comunicação

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19 Out 2017 / 18:31 H.

Quatro dias depois dos incêndios que afectaram o centro e norte do país cortando as comunicações a quase uma centena de farmácias, onze estabelecimentos continuam com problemas, anunciou hoje a Associação Nacional de Farmácias (ANF).

As falhas nas redes de comunicações e energia eléctrica são o maior constrangimento à prestação de serviços farmacêuticos às populações nas zonas afectadas pelos incêndios.

Segundo a ANF, a rede de farmácias está cada vez mais próxima do regresso à normalidade e as duas farmácias que arderam nos incêndios retomaram a actividade em tempo recorde.

A Farmácia Central, em Melo, concelho de Gouveia, refere a ANF, está a operar em pleno nas instalações da junta de freguesia desde a manhã desta quinta-feira e a Farmácia da Lajeosa do Dão, no concelho de Tondela, recomeçou o serviço à população na terça-feira, nas instalações da junta de freguesia local.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.