“O que se passa na Venezuela é uma tragédia”

21 Abr 2017 / 14:39 H.

Sara Madrugada falou esta manhã no plenário da Assembleia da República sobre a Venezuela e sobre o voto apresentado pelo PCP de repúdio pelas acções de ingerência e desestabilização contra a República Bolivariana da Venezuela e de solidariedade com o povo venezuelano.

Considera a deputada madeirense do PSD que “o que se passa na Venezuela, onde vive um milhão de portugueses e luso-descendentes, muitos deles originários da Madeira, é uma tragédia”.

“Na Venezuela falta tudo, falta tudo o que de mais básico que se possa imaginar: pão, comida, medicamentos, falta luz, falta água, falta segurança. Na Venezuela, as manifestações terminam com presos, mortos e feridos. Não há liberdade de expressão. Na Venezuela, o delito de opinião é punido com espancamento e prisão. Na Venezuela, há o perigo iminente de armamento de civis e incitamento à violência. Ninguém pode ficar indiferente à grosseira violação dos direitos humanos que se vive na Venezuela”, acusou a social-democrata, sublinhando que “é chocante que o PCP tenha a coragem de apresentar um voto a defender um regime político ditatorial, em vez de defender o povo Venezuelano e os portugueses que lá vivem”. “O PCP esta a branquear o que se passa na Venezuela. Falar de ingerência externa, é ser cúmplice do regime anti-democrático da Venezuela. É chocante que o PCP continue a colocar, à frente da defesa dos direitos humanos, uma ideologia ultrapassada, antiquada e caduca. Estamos a falar de Venezuelanos e de mais de um milhão de luso-descendentes e de madeirenses que sofrem com este regime. É inaceitável que um partido, que faz parte de uma solução de governo de um país democrático, como é Portugal, se coloque ao lado de uma ditadura”, disse.

Sara Madruga registou ainda que “com este voto, o PCP está a ser cúmplice de um regime que espalha a pobreza e a fome, que condiciona a liberdade e que oprime o povo. Abril não é fome, Abril não é pobreza. A quatro dias do 25 de Abril, é triste, é mesmo muito triste, ver o PCP defender valores opostos aos valores de Abril”, terminou.