Movimento lançado hoje quer pôr Portugal a mexer-se

Lisboa /
06 Set 2018 / 12:32 H.

Um movimento de sensibilização da população para a importância da atividade física na prevenção da doença e na promoção da saúde foi lançado hoje, em Lisboa, com o objetivo de “romper com o sedentarismo” e “pôr o país a mexer-se”.

Apresentado no Museu Nacional do Desporto, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, o Movimento Portugal Ativo, lançado pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), propõe-se a atingir, até 2020, a fasquia de um milhão de praticantes de atividade física acompanhada, contribuindo para a meta Europeia de 80 milhões de praticantes até 2025.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da AGAP e porta-voz do movimento, José Carlos Reis, explicou que o objetivo é combater “a inatividade dos portugueses, que tem números muito preocupantes”, desafiando-os a começar a fazer exercício físico.

Segundo o Eurobarómetro da Atividade Física de 2017, 68% da população portuguesa não faz qualquer tipo de exercício físico, o que coloca Portugal entre os três países da Europa com piores resultados, a par da Grécia e Bulgária.

“Mas a situação é ainda mais preocupante pelo facto de apresentarmos, em 2017, mais quatro pontos percentuais de inatividade face ao mesmo estudo realizado em 2013”, observou a AGAP, lembrando que a média europeia de inatividade se situa nos 42%.

Do movimento faz parte a campanha “Começa por começar”, que irá para o ar entre 17 e 23 de setembro, que visa pôr “as pessoas mais ativas e mais saudáveis”, através da prática desportiva acompanhada, adiantou o porta-voz do movimento, que conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude, da Câmara Municipal de Lisboa e de uma seguradora.

Questionado pela Lusa se o movimento não exclui os portugueses que não têm condições financeiras para ir ao ginásio, José Carlos Reis esclareceu que a campanha é para todos, por isso tem como mote “Começa por começar”.

“Sabemos que infelizmente ainda há uma grande franja da população portuguesa que não tem condições económicas para ir ao ginásio, apesar que hoje em dia com as redes ‘low-coast’” já há preços muito acessíveis.

Por isso, todos os passos são importantes para a saúde, desde usar as escadas em vez do elevador, criar o hábito de andar a pé, ir para o trabalho de bicicleta e inscrever-se num ginásio.

“A nossa perspetiva é que as pessoas venham ao ginásio por dois motivos, principalmente, porque é muito mais seguro fazer o exercício acompanhado do que começar por iniciativa própria e, por outro lado, é muito mais motivante ter alguém que nos ajude a comprometer-nos com determinados objetivos”, explicou.

Por outro lado, acrescentou, “o treino devidamente acompanhado com treinadores especializados também têm efeitos muito mais eficazes” do que o exercício por autopromoção.

“No fundo, queremos contribuir para o desígnio nacional de melhoria da qualidade de vida das pessoas, da sua saúde, e até ajudar o Governo neste desígnio e tentar reduzir os custos do Serviço Nacional de Saúde, tendo em conta a correspondência direta que há entre o exercício e estados de saúde mais recomendáveis”, rematou o presidente da AGAP.

O Movimento Portugal Ativo integra um conjunto de personalidades, das mais diversas áreas de atividade, da televisão à política, e ainda um plano de ações dos quais constam, entre outras, a Maratona de Bikes, a criação do Dia Nacional Portugal Ativo ou o Dia do Fato de Treino.

A Maratona de Bikes terá lugar a 23 de setembro, no Padrão dos Descobrimentos, e desafiará os Portugueses a manterem, sempre em atividade, as “600 indoor cyclings”, que serão colocadas no local.

“Contaremos que nesse desafio, realizado no primeiro dia da Semana Europeia do Desporto, mais de 3.000 pessoas pedalem no caminho de um Portugal mais ativo e mais saudável”, sublinhou.

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