Mercado do Bairro de Santos em Lisboa reabre com cerca do dobro dos comerciantes

Lisboa /
14 Jul 2018 / 02:15 H.

O mercado do Bairro de Santos, em Lisboa, vai reabrir no sábado com cerca do dobro dos comerciantes, disse hoje à Lusa a presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, Ana Gaspar.

“O mercado estava desertificado, estava feio, estava pouco frequentado”, afirmou a presidente, acrescentando que “os [comerciantes] antigos continuam, exceto um”, e que o mercado passa a albergar 20 lojistas, nove deles integrando o espaço pela primeira vez.

A par das lojas, o mercado irá contar também com uma delegação da Junta de Freguesia.

O espaço “foi totalmente modernizado, tendo sido criada uma praça coberta, ladeada por lojas comerciais e dotada com bancos e árvores”, dá conta a Câmara Municipal de Lisboa, em comunicado.

“No piso superior foi criada uma galeria comercial, apoiada por um elevador panorâmico que possibilita uma maior mobilidade a quem pretende deslocar-se às lojas ali existentes”, acrescenta a mesma nota.

O comunicado explica ainda que parte do espaço foi concessionado a uma cadeia de supermercados, “que ocupa a nave do mercado”.

“[A empresa] reabilitou o edifício, ficando com a exploração do parque de estacionamento adjacente”, num investimento de 1,48 milhões de euros, lê-se também na nota.

Relativamente a esta questão, Ana Gaspar advogou que “há um misto de um bocadinho de receio”, mas que ao mesmo tempo é um desafio para os comerciantes “se remodelarem” e “se fazerem um pouco aos novos tempos”.

“Tem sido uma convivência que nós tendemos a que seja pacífica. O que eu penso é que é um desafio para alguns destes comerciantes mais antigos, alguns deles que resistiram aqui a um mercado que já quase não existia”, reiterou a presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas.

“O projeto de execução foi elaborado pela autarquia e teve por base a valorização do espaço comercial e a sua envolvência, assente na qualidade arquitetónica e ambiental, de forma a atrair a população ao local e agregar a vivência pelas famílias residentes”, conclui o comunicado da autarquia.

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