Mais formação de professores para combater fragilidades detectadas em provas de aferição

Perante os dados nacionais, o ME vai avançar com um conjunto de iniciativas de promoção do sucesso educativo

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05 Out 2017 / 11:32 H.

O Ministério da Educação (ME) vai avançar com um conjunto de medidas, entre as quais mais formação de professores, para corrigir dificuldades dos alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade reveladas pelas provas de aferição.

Perante os dados nacionais, assim como os resultados de escola e individuais, o Ministério da Educação, segundo o secretário de Estado da Educação, João Costa, vai avançar com um conjunto de iniciativas de promoção do sucesso educativo.

Os resultados destas provas, realizadas em Maio e Junho, revelam que os alunos do 5.º e 8.ºs anos estão com dificuldades nas áreas de Ciências Naturais e Físico-Química e Matemática e Ciências Naturais e que os do 2.º ano revelaram essencialmente dificuldades na gramática e na escrita.

“Ninguém pode ficar tranquilo quando tem um conjunto alargado de alunos que não aprende com qualidade”, disse João Costa em declarações aos jornalistas, adiantando que estas provas permitem aferir o sistema e agir ao primeiro sinal de dificuldade.

Segundo João Costa, a Português será feito um estudo do impacto dos projectos dirigidos ao desenvolvimento da leitura e da escrita nos 2.º e 8.º ano, com o alargamento da formação de professores do 1.º ciclo, com a actualização e a reedição dos materiais produzidos pelo Programa Nacional do Ensino do Português.

No domínio da Matemática, adiantou, e para os 2.º e 5º anos, o Ministério vai acompanhar as escolas com desempenhos mais frágeis, alargar a formação de professores do 1.º ciclo, criar uma equipa de acompanhamento do currículo nesta área específica e actualizar e reeditar materiais de apoio.

O Ministério da Educação assume uma aposta na formação de professores uma vez que esta é, em todos os anos de escolaridade em análise, uma das respostas apresentadas para combater as fragilidades assim como a elaboração de materiais em colaboração com universidades e escolas superiores.

Esta formação, explicou o secretário de Estado da Educação, será em formato de oficinas com uma grande componente prática.

Em matéria de expressões artísticas, no 2.º ano de escolaridade, o secretário de Estado anunciou a expansão do Programa de Educação Estética e Artística (DGE-PEEA), nomeadamente na sua vertente de formação docente na área da educação artística, assim como o desenvolvimento de projectos de parceria entre o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura, tais como o alargamento do projecto-piloto “Residências Artísticas”.

No que se refere à História e Geografia de Portugal no 5º ano, os resultados das provas revelam a necessidade de monitorizar as aprendizagens essenciais, e no que se refere às Ciências Naturais no 5.º ano e Ciências Naturais e Físico-Química do 8.º ano o Ministério da Educação anuncia o reinvestimento no ensino experimental, nomeadamente através dos Clubes Ciência Viva.