Hospital de Évora activa plano de contingência devido ao calor

Évora /
03 Ago 2018 / 21:26 H.

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) ativou o plano de contingência para ondas de calor, apesar de não ter registado, até hoje, um aumento do afluxo às urgências.

“Ativámos o plano de contingência e temos um reforço das equipas de enfermagem na urgência geral e na pediátrica”, afirmou a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes.

Segundo a mesma responsável, também há reforço noutros serviços, “desde a área da farmácia aos serviços de aprovisionamento”, devido à possível “necessidade de mais medicamente”, mas também nos profissionais, como “assistentes sociais, psicólogos e médicos”.

“Estamos em prevenção e alerta total no hospital [perante] o evoluir da situação” meteorológica, porque, nas presentes condições, podem existir alterações, nos próximos dois ou três dias, que levem a “um afluxo às urgências diferente” do atual.

A presidente do conselho de administração do HESE indicou, através de comunicado enviado à agência Lusa pelo gabinete de comunicação e marketing da unidade hospitalar, que, até hoje, o afluxo às urgências está “perfeitamente normal” para esta época do ano.

O afluxo está “até um pouco inferior aos dias anteriores” na urgência geral de adultos, enquanto na urgência pediátrica “está em linha com a afluência normal dos dias anteriores de calor, sem qualquer aumento da intensidade da procura”, frisou.

Maria Filomena Mendes notou que “os alentejanos estão habituados ao calor e sabem preservar-se nas alturas de temperaturas mais elevadas”, considerando também que os avisos e alertas “contribuíram fortemente para que as pessoas tomassem mais cuidados”.

Portugal está a ser fustigado por uma onda de calor e o aviso vermelho, o mais grave, foi prolongado em 11 distritos até domingo, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, esta persistência de valores elevados das temperaturas máximas, que na quinta-feira bateram recordes históricos, deve-se a um anticiclone que transporta ar quente do norte de África e faz com que as noites sejam tropicais.