Hospitais criam rede para melhorar na área de implantes cocleares

O objectivo desta acção é dotar os hospitais de maior capacidade na área da surdez profunda

13 Nov 2017 / 11:50 H.

Os hospitais de Santa Maria, Santo António, Gaia e Coimbra estão a começar a trabalhar em rede na área dos implantes cocleares, com o objectivo de dotar os hospitais de maior capacidade nesta matéria.

Segundo Leonel Luís, director do serviço de otorrinolaringologia do hospital de Santa Maria, em Lisboa, está hoje a decorrer em Coimbra uma primeira reunião de trabalho entre os profissionais dos serviços das unidades hospitalares para arrancar com o trabalho em rede na área dos implantes cocleares, usados em surdos profundos.

A ideia do hospital de Santa Maria é “levar a experiência” do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) “para o maior serviço de otorrino do país”, no Santa Maria.

O CHUC realizou nos últimos 30 anos mais de um milhar de implantes cocleares e tem sido o centro de referência nesta área.

Segundo disse à agência Lusa o diretor do serviço de otorrino do Santa Maria, em Portugal fazem-se entre 120 a 130 implantes cocleares por ano, sendo cerca de 80 são em Coimbra.

“Queremos dar o salto em termos de quantidade e de qualidade e trabalhar em rede no Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

Passará, por exemplo, a haver consultas de decisão entre Santa Maria e Coimbra e o objectivo é, segundo Leonel Luís, é “permitir que os hospitais possam operar os doentes com proximidade”.

“A ideia é passarmos a dar resposta”, disse, lembrando que o Santa Maria realiza apenas dois ou três implantes cocleares por ano.

Já este ano, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul tem criticado o serviço de otorrino de Santa Maria, nomeadamente pelo que considera ser o suspender do programa de cirurgias de implantes cocleares, uma acusação que Leonel Luís rejeita.

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