Graça Mira Gomes toma posse como líder das “secretas” na segunda-feira

Lisboa /
03 Nov 2017 / 15:58 H.

A nova secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), a embaixadora Graça Mira Gomes, toma posse na segunda-feira, pelas 15:30, disse hoje à agência Lusa fonte oficial do Governo.

A mesma fonte do Governo adiantou que o primeiro-ministro dará posse a Graça Mira Gomes, numa cerimónia que decorrerá na residência oficial do líder do executivo, em São Bento.

O primeiro-ministro nomeou Maria da Graça Mira Gomes para o cargo de secretária-geral do SIRP em 04 de setembro, funções que desde 2005 eram desempenhadas por Júlio Pereira.

Na sequência da nomeação de Maria da Graça Mira Gomes, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou que essa escolha do primeiro-ministro “não teve o respaldo” dos sociais-democratas.

Pedro Passos Coelho lamentou então que se tivesse “quebrado o consenso tradicional” entre as maiores forças políticas nacionais na escolha da personalidade que deverá liderar as “secretas”.

A nova secretária-geral do SIRP exerceu até agora as funções de embaixadora portuguesa junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, cargo que ocupou desde 2015. Nessa qualidade, presidiu em 2016 ao Fórum para a Cooperação na Segurança e à Comissão Consultiva e ao Tratado “Open Skies”.

Diplomata de carreira, licenciada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa, com pós-graduação em Estudos Europeus da mesma Universidade, a embaixadora Graça Mira Gomes, segundo o Governo, “possui larga experiência em questões relacionadas com a política externa e de segurança e defesa”.

Antes da posse marcada para a próxima segunda-feira, a indigitada secretária-geral do SIRP foi ouvida em audição na Assembleia da República, numa reunião conjunta das comissões de Assuntos Constitucionais e Defesa Nacional realizada no dia 18 de setembro.

No parlamento, Graça Mira Gomes admitiu que Portugal “não está imune a atos terroristas” e definiu como uma das suas prioridades a “luta contra o terrorismo internacional”.

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