Governo vai ajustar apoios à agricultura e à indústria nos fogos de Outubro

10 Fev 2018 / 01:10 H.

O Governo comprometeu-se hoje a ajustar os apoios à agricultura e à indústria no âmbito dos incêndios de outubro de 2017, revelou a Associação das Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal (AVMISP).

“Tivemos conhecimento que também já está nomeado o professor Xavier Viegas - tal como tínhamos vindo a pedir há muito tempo - para fazer o relatório de outubro tal como fez o de junho”, avançou à Lusa o presidente da AVMISP, Luís Lagos.

Após uma reunião no Palácio de São Bento, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, o presidente da AVMISP manifestou-se satisfeito com o diálogo encetado com o Governo, já que este é o primeiro encontro entre as partes desde os incêndios de outubro de 2017.

A reunião não fazia parte da agenda pública de hoje do primeiro-ministro.

“O balanço será sempre positivo, porque há muito que vínhamos a pedir uma postura de diálogo connosco, por parte do Governo, para podermos melhorar os apoios, melhorar o apoio à região e conseguirmos, em diálogo, encetar um processo de construção para o futuro que redundasse em benefício de todos e acho que isso hoje começou”, declarou Luís Lagos, indicando que o executivo assumiu o compromisso de voltar a reunir com a direção da associação.

Da parte do ministro da Agricultura, a AVMISP recebeu o compromisso de se “avaliar a possibilidade de aumentar o valor máximo de apoio” aos prejuízos no setor agrícola, já que as atuais ajudas têm um limite de 400 mil euros e os danos a partir desse valor não são apoiados.

Já o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, representado pelo secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, deixou o compromisso de que no apoio à indústria se poder “chegar a uma taxa de comparticipação idêntica àquela que existiu em junho de 85%”, uma vez que a taxa de comparticipação à reposição empresarial ou à recuperação das empresas que arderam “é inferior em outubro do que aquela que existiu em junho”, disse o representante da AVMISP.

“Quem é lesado e vítima de um incêndio a primeira coisa que desejaria era não estar aqui, era não ter que ter este tipo de reunião, agora ficamos satisfeitos no sentido em que o Governo encetou um diálogo connosco, percebemos que existe um compromisso para o diálogo”, reforçou Luís Lagos.

Apesar dos compromissos assumidos pelo Governo no apoio aos prejuízos dos incêndios de outubro de 2017, a associação AVMISP considerou que ainda não estão concluídos os objetivos traçados, “que é o melhorar efetivo, em concreto, dos apoios, quer na agricultura, quer na indústria”.

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