Funcionária suspeita de incêndios em escola de Cabeceiras de Basto foi libertada

10 Nov 2017 / 22:48 H.

A funcionária de um centro escolar de Cabeceiras de Basto detida pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga por suspeita de atear vários focos de incêndio no estabelecimento de ensino foi hoje libertada pelo tribunal, informou fonte policial.

Segundo a fonte, o juiz de instrução criminal determinou, como medidas de coação, que a mulher, de 36 anos, terá de se apresentar duas vezes por semana no posto policial da sua área de residência e de se submeter a tratamento psiquiátrico.

A mulher fica ainda proibida de se aproximar de estabelecimentos de ensino.

A detida era assistente operacional no Centro Escolar Padre Dr. Joaquim Santos, em Cabeceiras de Basto, Braga.

De acordo com a PJ, terá ateado cinco incêndios no interior da escola, “causando prejuízos de valor consideravelmente elevado, o que levou ao encerramento do estabelecimento por razões de segurança”.

O primeiro incidente foi registado em março, quando se registou um “pequeno incêndio” numa das arrecadações do centro escolar, atribuído na altura pelos técnicos a problema elétrico.

A escola esteve encerrada três dias e só reabriu quando a Câmara recebeu a garantia, das entidades externas que procederam à verificação de todo o sistema eléctrico, de que estavam reunidas as condições de segurança para que pudesse funcionar normalmente.

A funcionária em questão deixou de trabalhar na escola, mas regressou este ano letivo.

Em setembro, registaram-se então novos focos de incêndio, tendo a Câmara decidido fechar novamente a escola e solicitar à EDP e a uma entidade certificadora de instalações elétricas trabalhos de avaliação à qualidade da energia elétrica e respetiva instalação.

Desde então, as mais de 350 crianças do pré-escolar e alunos do 1.º ciclo que frequentavam aquele centro escolar têm tido aulas em outras escolas.

Face à detenção da funcionária, e à garantia de que estão asseguradas “todas as condições de segurança para que a atividade letiva decorra com toda a normalidade”, a Câmara já anunciou que o centro escolar reabre na segunda-feira.

A funcionária fora, nos últimos dias e “por razões de serviço e gestão de recursos humanos”, colocada a trabalhar na Piscina do Arco de Baúlhe, onde também ocorreram “idênticos incidentes” entre 28 e 31 de outubro.

Ali terá tentado incendiar, designadamente, a viatura de serviço de um vereador.

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