Dois portugueses arrancaram de mota para fazer 10 mil quilómetros em África

06 Out 2017 / 23:03 H.

Dois portugueses arrancaram ontem de mota, a partir de Maputo, para percorrer marcos da presença portuguesa na costa leste de África.

Paulo Sadio, 52 anos, e Armando Almeida, 56 anos, partiram da baixa da capital moçambicana pelas 08 horas e planeiam fazer 10 mil quilómetros em 30 dias, atravessando Moçambique e passando depois pela Tanzânia, Quénia e Malaui.

No regresso a Maputo, está ainda em aberto a passagem pela Zâmbia e Zimbabué.

As cidades quenianas de Mombaça e Melinde estão marcadas no mapa, porque, por ali, “ainda há uma estrutura, um marco construído por Vasco da Gama em 1498, que é uma coisa que emociona bastante”, disse hoje Paulo Sadio à Lusa, no momento da partida.

Ilha de Moçambique, Quiloa, Zanzibar, atravessar a linha do Equador e o monte Quilimanjaro são outros dos locais por onde a dupla portuguesa pretende passar.

Paulo, piloto da TAP, viaja numa Honda Africa Twin, enquanto Armando, consultor na área de telecomunicações, segue numa BMW GSA, cada qual com um depósito de 32 litros e alimentadas também por uma vontade de “conhecer o mundo” que já tem levado os dois portugueses a várias paragens nos últimos oito anos.

“Quando viajamos de mota temos um contacto mais próximo e real com o que nos rodeia”, justifica Paulo.

A viagem é feita numa altura em que postos de polícia numa zona costeira do norte de Moçambique têm sido atacados por grupos armados de origem desconhecida.

Os dois portugueses têm rotas alternativas delineadas, mas Paulo Sadio acredita que a viagem não será afectada.

De qualquer forma, classifica a mota como uma forma “muito amigável de integração nas comunidades”, mesmo em meios mais conturbados.

Outras Notícias