Cristas questiona razão de pagar mais a empresas privadas que contratam médicos para SNS

14 Fev 2018 / 17:47 H.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, questionou hoje o primeiro-ministro sobre médicos em regime de prestação de serviços pagos a empresas por um valor mais elevado do que ganhariam se o Governo abrisse concurso para a sua contratação.

“Estes médicos [de medicina geral e familiar] esperam e desesperam, muitos já abandonaram o SNS [Serviço Nacional de Saúde] e foram para o setor privado, outros são contactados pelas empresas de prestação de serviços. As empresas são pagas pelo Estado a 24 euros à hora por cada hora de serviço médico prestado, estes jovens médicos especialistas e com direito a ser integrados e reconhecidos na sua especialidade, custariam 16 euros. Qual é o racional?”, questionou Assunção Cristas.

No debate quinzenal, no parlamento, a líder do CDS confrontou ainda o primeiro-ministro com o chumbo das propostas centristas para criminalizar os maus-tratos a idosos e criar o estatuto do cuidador informal.

Quando António Costa lhe disse que não interfere nas opções da bancada do PS na Assembleia da República, órgão de soberania ao qual deve respeito institucional, Assunção Cristas respondeu que para mudar votos sobre o setor energético, as indicações de voto à bancada “aparecem e os votos são revistos”.

“Os mais idosos não podem contar com a preocupação do PS nem com solidariedade do primeiro-ministro e também secretário-geral do PS para uma matéria que tem sido insistentemente denunciada”, declarou Assunção Cristas.

Nas perguntas sobre saúde, um tema no qual o CDS tem vindo a insistir nos últimos meses e a que dedicou parte das jornadas parlamentares, o primeiro-ministro optou por apontar que a líder do CDS tenha repetido as perguntas hoje feitas pela coordenadora do BE, Catarina Martins.

“Qual é a data escolhida pelo Governo, pelo senhor ministro das Finanças, para abrir concurso para 700 médicos especialistas que esperam a oportunidade e o direito de integrar a sua especialidade no seu local de trabalho e assim servir os seus utentes todos os dias”, começou por questionar Assunção Cristas.

António Costa disse não ter mais informação a acrescentar relativamente ao que havia respondido a Catarina Martins, que a abertura do concurso será feita oportunamente.

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