Cristas diz que incidente no Aeroporto de Lisboa “não demonstra que haja preparação”

Lisboa /
21 Ago 2017 / 15:49 H.

O “erro de operação” que aconteceu no domingo, no Aeroporto de Lisboa, e levou ao atraso de 17 voos “não demonstra que haja cuidado e preparação rigorosa” para evitar estas situações, considerou hoje a líder do CDS-PP.

“Aquilo que aconteceu este fim de semana no aeroporto [de Lisboa] não demonstra que haja cuidado, atenção e preparação muito, muito, muito rigorosa e atenta para evitar este tipo de situações”, disse Assunção Cristas aos jornalistas no final de uma visita aos bairros da Serafina e da Liberdade, em Lisboa, inserida na pré-campanha autárquica.

Um “erro de operação por parte da empresa de handling” no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, levou a um atraso “de 17 voos para não comprometer questões de segurança”, esclareceu a ANA -- Aeroporto de Portugal.

Uma fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) disse à agência Lusa que o problema surgiu quando o autocarro que transportou os passeiros do voo com origem em Dakar do avião até ao terminal os desembarcou numa porta destinada a passageiros provenientes do espaço Schengen, o espaço europeu de livre circulação de pessoas.

A ANA explicou ainda que, detetado o erro, foram “de imediato implementadas medidas de segurança pela PSP e pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). A PSP procedeu à evacuação da área e à verificação de segurança, tendo sido pedido ao SEF o encerramento temporário da fronteira de partidas” do aeroporto internacional Humberto Delgado.

Hoje, a líder do CDS-PP e candidata à presidência da Câmara de Lisboa foi também questionada sobre o reforço das barreiras de segurança no Chiado, Rua Augusta e Belém, “tendo em vista a proteção de zonas com elevada afluência de pessoas”, anunciada pela autarquia também no domingo.

Sobre este assunto, fonte do MAI adiantou à Lusa que a colocação de barreiras de segurança em Lisboa estava em estudo há meses devido aos ataques terroristas que têm ocorrido na Europa através do atropelamento de pessoas.

Apontando que “felizmente Portugal é dos países mais seguros do mundo e Lisboa é das cidades mais seguras do mundo”, a centrista observou que, “como é evidente, nunca ninguém pode garantir” que a população está “a salvo desse tipo de situações dramáticas”.

“O que tenha como intenção prevenir situações dessas naturalmente que deve ser adotado, não para criar qualquer situação de insegurança, pelo contrário, para mostrar que há atenção a estas situações”, disse.

Estas situações “só nos podem incentivar a fazer mais e melhor no conjunto da Europa, para garantirmos que cada vez menos assistimos a situações dramáticas como esta, e que vamos caminhando para uma erradicação deste terrorismo que nos tem atormentado a todos”, precisou, salientando que “todas as medidas devem ser tomadas nesta área”.

Questionada sobre a possibilidade de um pacto de regime nesta matéria, a presidente do CDS-PP apontou que o seu partido “tem estado sempre disponível para discutir construtivamente, propor e naturalmente discutir as ideias dos outros partidos sobre estas matérias”.

“Não temos sentido uma preocupação muito grande por parte do Governo, mas temos sentido abertura para discutir algumas destas matérias”, advogou.

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