CGTP diz que combater a pobreza é a melhor forma de honrar D. Manuel Martins

Porto /
25 Set 2017 / 11:24 H.

A CGTP-IN lamentou hoje a morte do bispo emérito de Setúbal considerando que a melhor forma de honrar a sua memória é prosseguir o combate às causas da pobreza e a luta por uma justa distribuição da riqueza.

Manuel Martins, bispo de Setúbal entre 1975 e 1998, morreu no domingo, aos 90 anos, tendo sido conhecido por “bispo vermelho”, durante a crise dos anos 80, pelas denúncias que fez de situações de pobreza e de fome na região.

Em comunicado a central sindical refere que “faleceu um defensor dos Direitos Humanos, que denunciou as situações de desemprego, de salários em atraso, de fome e de injustiças sociais e combate às desigualdades, a pobreza e a exclusão social”.

“Enquanto defensor da elevação da consciência, de todos e de cada um, para a importância da dignificação dos trabalhadores e a afirmação dos valores humanos e sociais, D. Manuel Martins tornou-se uma referência para os que lutam por uma sociedade mais justa e solidária”, defende a CGTP-IN.

Nascido a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, Matosinhos, Manuel da Silva Martins estudou no seminário do Porto e, mais tarde, na Universidade Gregoriana, em Roma.

As exéquias do bispo emérito de Setúbal realizam-se na terça-feira, pelas 15:00, no Mosteiro de Leça do Balio, onde a partir de hoje tem lugar o velório, informou a diocese de Setúbal.