Banco Europeu de Investimento e BPI lançam linha de 300 milhões para financiar inovação

21 Dez 2017 / 14:42 H.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o BPI vão disponibilizar até 300 milhões de euros a pequenas e médias empresas e empresas de média capitalização para financiar a inovação em Portugal, foi hoje anunciado.

“O banco da UE concedeu ao BPI uma garantia para cobrir parcialmente o risco de crédito de uma carteira de novos empréstimos no valor de 300 milhões de euros para projetos de inovação a concretizar por empresas portuguesas”, lê-se num comunicado da Comissão Europeia.

O acordo é apoiado pelo instrumento financeiro ‘InnovFin MidCap Guarantee’, integrado no Horizonte 2020, o programa de investigação e inovação da União Europeia (UE), e tem como objetivo “facilitar o acesso de empresas inovadoras ao financiamento, disponibilizando uma garantia financeira parcial aos intermediários financeiros parceiros do BEI”.

Segundo a Comissão, esta garantia vai “contribuir para a criação de emprego”, já que as pequenas e médias empresas e empresas de média capitalização “são veículos fundamentais para o crescimento económico do país”.

Além disso, o BEI estima que cerca de 80% dos investimentos financiados serão concretizados em regiões de coesão em Portugal.

Citado no comunicado, Román Escolano, vice-presidente do BEI responsável pela supervisão da atividade da instituição em Portugal, afirma que este contrato vai “tornar mais fácil às empresas portuguesas investir em inovação, um factor essencial para aumentar a sua competitividade e apoiar o seu crescimento a longo prazo”.

Para o comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, este acordo vai permitir às empresas inovadoras em Portugal “ir mais longe, de forma mais rápida e assumindo maiores riscos, gerando novos empregos e crescimento, e desenvolvendo novos mercados”.

Por sua vez, o presidente executivo do BPI, Pablo Forero, mostrou-se “muito satisfeito” com a selecção do banco para “primeiro intermediário financeiro em Portugal a participar numa operação de partilha de risco com o BEI”.